Um casal bonito, que gostava de ostentar suas viagens ao Rio nas redes sociais. Pão de Açúcar e Baía de Guanabara ao fundo, mirante como ponto de apoio. Até aí tudo comum. Se eles não fossem apontados os principais nomes de uma quadrilha especializada em roubar caminhonetes de luxo, em especial Toyota Hilux e SW4. Anderson Rodrigues e Andresa Tayna são acusados pela Polícia Civil do Distrito Federal de chefiar o bando e gostavam de mostrar sua rotina de luxo e viagens, além de trocar declarações de amor e mostrar que levavam uma vida de muitos gastos. Eles foram alvos de operação nesta quinta-feira.
Andresa era considerada a “dama da organização”. De vestido vermelho, com várias tatuagens, chamava a atenção. Sua participação do esquema incluía, além de gastar o dinheiro, alugar carros que eram usados como apoio quando a quadrilha realizava os furtos. Seu namorado, Anderson, era o chefe do bando, sendo responsável por escolher os alvos, planejar as ações e distribuir as tarefas entre o grupo.

Os crimes aconteciam no Distrito Federal e em Goiás. Para se ter uma ideia do alcance da quadrilha, o bloqueio patrimonial chegou a R$ 15,9 milhões. Até agora, a polícia sabe que houve furto de 53 caminhonetes, entre janeiro e dezembro de 2025.
Os executores dos furtos usavam equipamentos e decodificadores eletrônicos de última geração para burlar a segurança dos automóveis e codificar novas chaves em poucos minutos. Os carros furtados eram levados a locais isolados ou garagens disfarçadas (pátios de “esfriamento”) para checar a presença de rastreadores. Depois disso, o núcleo de adulteração clonava placas e remarcava numerações de chassi e vidros.
As caminhonetes roubadas eram levadas para outros estados acompanhados por “batedores” (carros de apoio alugados por Andresa) encarregados de monitorar barreiras policiais pelo caminho. As caminhonetes tanto eram vendidas quanto eram trocadas por drogas com façcões criminosas.






