Estado somava 211 confirmações no levantamento citado pela imprensa; cidade do Rio registrou 74 casos em setembro e outubro. Estoque atualizado de imunizantes na capital não foi confirmado nesta checagem.
Por Redação Plantão dos Lagos
O estado do Rio de Janeiro acumulava 211 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde reproduzidos pela imprensa em 30 de outubro. O levantamento, com registros até o dia 27, supera os 119 casos contabilizados durante todo o ano de 2025.
Na capital, a CNN Brasil, em reportagem republicada pelo Sim Notícias, informou 74 confirmações em setembro e outubro, contra dez no mesmo intervalo do ano anterior. Foram 45 registros em setembro e 29 em outubro, conforme dados do Observatório Epidemiológico municipal citados pelo veículo. Esses números se referem à cidade do Rio, e não ao conjunto dos municípios fluminenses.
Falta de vacinas foi relatada na cidade do Rio
A reportagem de O Dia, atualizada às 22h15 de sexta-feira (30), informou que a capital estava sem doses da vacina contra mpox. O relato de desabastecimento se refere ao município do Rio de Janeiro.
Não foi localizada, nas fontes oficiais consultadas, confirmação atualizada do estoque para este sábado (31). Por isso, a informação não permite afirmar que todos os municípios do estado estejam sem imunizantes nem estabelece a disponibilidade de doses na Região dos Lagos.
A alta dos registros exige acompanhamento epidemiológico, mas, isoladamente, não equivale a uma declaração oficial de epidemia.
Como a doença é transmitida
A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente pelo contato próximo com uma pessoa infectada, incluindo contato direto com lesões e secreções. Materiais contaminados, como roupas e lençóis, também podem transmitir o vírus. O contato íntimo e sexual está entre as possibilidades de exposição, mas a transmissão não se restringe a essas situações.
Entre os sinais estão lesões ou erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas. As manifestações variam: em algumas pessoas, as lesões aparecem antes da febre ou de outros sintomas. Crianças, gestantes e pessoas com imunidade comprometida apresentam maior risco de complicações.
Quando procurar atendimento
Pessoas com lesões suspeitas ou que tiveram contato próximo com um caso suspeito ou confirmado devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Até receber orientação, é importante evitar contato físico próximo e o compartilhamento de objetos pessoais.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio orienta que pessoas com suspeita ou confirmação da doença cumpram isolamento domiciliar até o fim do período de transmissão. A higienização das mãos e os cuidados com roupas, toalhas e lençóis também integram a prevenção.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação segue critérios específicos. Pode ser indicada para pessoas com maior risco de formas graves, profissionais de laboratório expostos ao vírus e contatos de médio ou alto risco, após avaliação da vigilância em saúde. A indicação e a disponibilidade devem ser verificadas na rede de atendimento.
A confirmação do diagnóstico depende de avaliação profissional e, quando indicado, de exame laboratorial. A orientação é buscar atendimento diante de suspeita, evitando conclusões apenas pela aparência das lesões.





