Gerente ferido durante assalto a fast food segue internado na UTI

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O gerente de uma rede de lanchonetes fast food, que foi baleado na noite do último sábado (26) dentro do Shopping Curitiba, segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cajuru. O estado de saúde dele foi confirmado por familiares à Banda B nesta segunda-feira (28). O pai e o irmão da vítima, porém, negam a versão de que o rapaz teria levado coronhadas na cabeça durante o crime, mas sim que ele teria sido baleado três vezes pelo suspeito.

A reportagem entrou em contato com o Shopping Curitiba que, em nota, afirmou que “está à disposição das autoridades para dar total assistência às investigações”.

O socorro realizado no dia do crime. Foto: Colaboração

 

O assalto aconteceu por volta das 22h30 enquanto a vítima, gerente do Burger King, fechava o caixa. De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima teria sido abordada por dois suspeitos armados que queriam o dinheiro do caixa. A vítima, que não teria reagido, foi agredida após informar que não teria mais acesso ao dinheiro.

Em seguida, o Siate do Corpo de Bombeiros foi chamado e realizou os primeiros socorros. A versão de coronhadas, no entanto, é negada pelo irmão Matheus de Almeida Moreira. Segundo ele, os médicos confirmaram que a vítima foi alvo de tiros.

“Foi um disparo no queixo, bala que está alojada no ouvido, um na barriga e um no pulmão, que perfurou até a última camada do tecido do órgão dele. Meu irmão está em estado grave na UTI”, disse.

Segundo a PM, os suspeitos conseguiram chegar ao caixa e fugir com o dinheiro.

A Delegacia de Furtos e Roubos investiga o caso.

Crítica

Matheus ainda criticou o Shopping Curitiba pelo atendimento à família após o crime. Ele e o pai haviam ido buscar a vítima no trabalho quando perceberam que algo estava errado.

“Então, meu pai foi até a porta do shopping. O segurança foi grosso e não o deixou entrar. Enquanto meu pai continuava a conversa com o segurança, saiu uma lojista dizendo que um rapaz foi esfaqueado na cabeça. Tinha reportagem no local e já surgiu a informação de que foi coronhada. A gente já ficou desesperado porque imaginamos que pudesse ter sido ele, visto que meu irmão não nos respondia”, destacou.

Com a chegada do Siate, Matheus explicou que entrou no shopping pelas docas. Ele relata que teve tranquilidade para chegar à praça de alimentação e ver o que aconteceu. No entanto, o irmão também criticou esta situação.

“Eu imaginava que, ao chegar na primeira porta, um segurança iria me barrar, mas não teve. Eu entrei bem tranquilo. Fui pelas portas, subi ao primeiro piso, não tinha ninguém, foi ao terceiro piso sem nenhum incomodo, sem nenhum segurança me questionando o porquê de eu estar ali. O que é ridículo”, pontuou.

Ao chegar na praça, Matheus afirmou que viu os socorristas saindo com a maca onde esta o irmão com vários curativos. O entrevistado mencionou que um eletricista teria encontrado a vítima no local. “Me disseram que ele levou coronhadas na cabeça. Então, querem omitir que foram três tiros no meu irmão, o estado dele é grave e o shopping não quer se pronunciar”, criticou.

Matheus ainda criticou uma possível negligência do shopping na hora de verificar os fatos. Matheus questionou sobre como uma pessoa armada conseguiu entrar no local, naquele horário do dia. “Pelo o que vi, ele [suspeito do assalto] estava com um calibre 22, acho que é uma arma pequeninha, com máscara e camisa social. Ou seja, jamais o segurança vai parar ele. Não tinha segurança na praça de alimentação. Obviamente, não devem ter o visto sair da loja, ele fez o que fez e saiu tranquilo, pela porta da frente, dando risada”, analisou o irmão.

Para o pai da vítima, Celso Cardoso Moreira, que também trabalha como porteiro em uma escola particular da capital, houve uma falha clara do shopping. “Na escola, os seguranças sempre são os últimos a sair. Agora, onde estava a segurança do shopping”, questiona. “Se não fosse o eletricista, teria acontecido algo grave. Se eu não fosse buscar ele, somente no outro dia eu saberia da situação. Visto que eu ligaria e não seria atendido. Ele não trabalha todas as noites, as vezes ele vem de aplicativo”, completou.

Família

Matheus lamentou a situação e afirmou que o irmão é uma pessoa tranquila. Por isto, ele garante que ele jamais reagiria a esta situação. “Ele é tranquilo, chega a ser até medroso. Ele vê um acidente, alguma coisa, ele já chega a tremer. Qualquer barulho em shopping faz eco. Três tiros, ninguém ouviu? Final de ano horrível. 2020, para a gente e muitas outras pessoas, é para esquecer”, lamentou.

As palavras são parecidas com a do pai. Celso afirma que o shopping é responsável pelo acidente que aconteceu na noite do último sábado. “Está todo mundo apavorado. Meus filhos são unidos com a família. Mas, eu culpo o shopping e a empresa de segurança. Não tinha ninguém no local. Para um eletricista chegar e ver, pelo amor de Deus. Isto é falha total”, concluiu.

Nota – Shopping Curitiba

Em nota, o shopping Curitiba esclareceu que o funcionário do Burger King foi atendido assim que os brigadistas e os seguranças tomaram conhecimento da ocorrência, logo após ele conseguir sair das salas internas da lanchonete.

“As equipes prestaram os primeiros atendimentos e acionaram de imediato a ambulância particular, além do serviço do Siate e a Polícia”, pontua a nota.

O shopping ainda informou que está à disposição das autoridades para dar total assistência às investigações.

“O empreendimento acompanha a situação do funcionário junto ao lojista responsável, e prestará o apoio necessário”, finalizou o shopping.

Nota – Burger King

A lanchonete informou que lamentou imensamente o ocorrido na unidade localizada no shopping Curitiba. A rede ressaltou que repudia o uso de violência em qualquer esfera da sociedade.

“Estamos prestando todo o apoio e suporte para o nosso colaborador e, também, para a sua família. Reforçamos que estamos colaborando com as autoridades competentes para as devidas providências em relação ao caso”, diz o documento.



Fonte: Banda B

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