A Polícia Civil investiga o assassinato de Gean Souza Nunes, de 27 anos, encontrado morto na madrugada da última sexta-feira (14), na região da Praia de Iriri, em Rio das Ostras. Natural de Macaé, o jovem completaria 28 anos nesta quarta-feira (19) e estava prestes a se formar em Nutrição.
O caso é investigado pela 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras (128ª DP). Segundo o delegado titular da unidade, Luís Maurício Armond, o celular de Gean foi encontrado e será analisado pela polícia.
“Nós estamos com o aparelho dele. Vamos fazer as diligências, só que tem que investigar um pouco mais para poder dar alguma informação mais precisa. O homicídio foi praticado em um local ermo, sem câmera, sem testemunha, então tem que trabalhar um pouco mais essa investigação. Não é simples assim”, afirmou o delegado.
A mãe de Gean, Josiane Haller, prestou depoimento na 128ª DP nesta segunda-feira (17). Muito abalada, ela pediu justiça, disse confiar no trabalho da Polícia Civil e afirmou que o filho era uma pessoa do bem e não tinha envolvimento com nada errado.
Segundo Josiane, o último contato com Gean ocorreu na noite anterior ao crime. Ele teria dito que iria sair e não retornou para casa. A mãe contou que, quando o filho dormia fora de casa, costumava avisá-la.
“Ele disse que ia dar uma saída e não voltou. Quando ele dormia fora de casa, ele avisava.”
Josiane também fez um apelo para que qualquer pessoa que tenha informações sobre o crime procure a polícia.
“Se alguém souber de alguma coisa, que entre em contato com a polícia, porque vai ajudar muito e, com certeza, isso vai ser desvendado. Muita saudade. Meu filho era uma pessoa do bem, um filho carinhoso, que estava sempre do meu lado, alegre, cheio de futuro, um filho maravilhoso.”
Jovem teria saído para encontro
Informações preliminares apontam que Gean teria saído de casa para um encontro marcado por meio de um aplicativo de relacionamento. A Polícia Civil, no entanto, não descarta outras hipóteses e ainda apura o que aconteceu antes da morte. A equipe busca esclarecer com quem Gean se encontrou e o que aconteceu antes de ele ser ferido.
Gean chegou a pedir socorro
Gean conseguiu se arrastar por cerca de 500 metros, do ponto onde foi esfaqueado até o calçadão da Lagoa de Iriri. Ele chegou a gritar por socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Militar, equipes do 32º BPM foram acionadas durante a madrugada após receberem informações de que um homem estaria ferido e pedindo socorro na região da Praia de Iriri.
Quando chegaram ao local, os policiais encontraram Gean caído no chão, com um ferimento profundo na região do pescoço, aparentemente provocado por uma arma branca. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte. Equipes da Polícia Técnico-Científica realizaram a perícia no local.
Na ocasião, não foram encontradas testemunhas que pudessem esclarecer como o crime aconteceu. Além disso, câmeras de segurança de estabelecimentos próximos não estavam funcionando no momento do crime.
O delegado Luís Maurício Armond destacou que a ausência de câmeras e testemunhas torna a investigação mais complexa e que a equipe precisará aprofundar as diligências.
O caso foi registrado como homicídio doloso na 128ª DP. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte, analisando o celular da vítima e buscando identificar o responsável pelo crime.






