Velejador de Ilhabela, Luiz Bolina, conquista título inédito para o Brasil na regata de volta ao mundo Globe40 – Notícias das Praias


 

O Barco Brasil, comandado pelos velejadores José Guilherme Caldas, de São Paulo  e Luiz Bolina, de Ilhabela, venceu no último sábado(18) a categoria Sharp da Glob 40, regata de volta ao mundo, que reúne velejadores amadores  profissionais.  A dupla brasileira venceu a categoria Sharp( barcos de proa fina) e ficou em terceiro lugar na classificação geral ao cruzar a linha de chegada em Lorient, na França, no sábado(18).

O Barco Brasil foi a única embarcação da América do Sul na competição e,  também, a única embarcação que manteve a mesma tripulação ao longo de toda a competição. O veleiro francês Crédit Manuel foi o primeiro colocado e a embarcação Belgium Ocean Race Curium, fcou em segundo lugar.  A Regata Globe 40  teve duração de oito meses e um percurso total de cerca de 2.500 milhas náutica, com cinco paradas em distintos portos pelo mundo.

A dupla de iatistas brasileira é composta pelo neurorradiologista do Hospital Sírio-Libanês, José Guilherma Caldas, de 64 anos  e Luiz Bolina, de 60 anos, professor de prancha wingfoil (uma prancha com uma “asa” subaquática) em Ilhabela. A dupla liderou a classificação dos Sharps da Class40 na volta ao mundo após vencer os percursos entre Cádiz (Espanha) e Mindelo (Cabo Verde) e entre Mindelo e Port des Galets.

Globe40

Barco Brasil

A primeira “perna” passou por Cabo Verde, no Oceano Atlântico; depois, cruzaram o Cabo da Boa Esperança para chegar à Ilha da Reunião, no Oceano Índico, antes de seguir rumo a Sydney, na Austrália. Em seguida, atravessaram o Oceano Pacífico até Valparaíso, no Chile, e enfrentando o desafiador Cabo Horn para contornar o extremo sul das Américas e ir até Recife, no Brasil. E, finalmente, navegaram com destino ao porto francês de Lorient, onde chegaram no sábado, dia 18.

 

Apenas 10 barcos participaram do desafio, todos Classe 40 – daí o nome Globe 40. Oito são da categoria Sharp (com a proa mais pontiaguda e mais lentos) e dois da categoria Scow (proa mais arredondada). A dupla brasileira navegou em um Class40 modelo Sharp(Foto), de proa mais estreita. A Globe40 reuniu oito veleiros de diferentes países e adotou sistema de pontuação em que vence quem somar menos pontos ao final do percurso.



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