Copom decide manter juros em 2% ao ano | Economia

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (16) manter a taxa básica de juros da economia brasileira estável em 2% ao ano.

A decisão do comitê era esperada pelo mercado e interrompe um ciclo de cortes dos juros que começou em julho do ano passado.

Foram nove reuniões seguidas do Copom com redução da taxa Selic. Em 2% ao ano, o juro básico já está na mínima histórica.

A evolução da taxa Selic

Desde 2017, em % ao ano

Fonte: Banco Central

A manutenção da Selic ocorre em meio à alta no preço dos alimentos, que somou 8,83% em doze meses até agosto. Esse reajuste não tem apenas um alimento responsável, pois a maioria deles está com preços recordes no campo.

Porém, dois chamaram a atenção nos últimos dias: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período.

O próprio Banco Central, porém, já vinha indicando que a taxa Selic deveria ser mantida estável nesta quarta – mesmo antes de surgir o componente inflacionário.

Em agosto, o BC pontuou que o país já estaria próximo do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam gerar instabilidade nos preços de ativos (alta do dólar, por exemplo). Assim, sinalizou cautela sobre a possibilidade de novos cortes.

Em agosto, Copom definiu taxa Selic em 2% ao ano e indicou que poderia interromper série de cortes

Em agosto, Copom definiu taxa Selic em 2% ao ano e indicou que poderia interromper série de cortes

O Copom fixa a taxa básica de juros, a Selic, com base no sistema de metas de inflação. Para 2021, a meta central de inflação é de 3,75% – e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

O comitê já mira em 2021 porque decisões sobre juros demoram, segundo os economistas, entre seis e nove meses para gerar um impacto pleno na economia do país.


Fonte: G1

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