Com menos vendas na pandemia, Marcopolo sai de lucro para prejuízo de R$ 13,3 milhões no 1º trimestre | Negócios

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A fabricante de carrocerias e ônibus Marcopolo encerrou o primeiro trimestre de 2021 com prejuízo de R$ 13,3 milhões, revertendo o lucro de R$ 14,2 milhões registrado um ano antes, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4).

O resultado foi afetado por menores volumes e receita, por ajustes no quadro de funcionários, pela menor representatividade das exportações na distribuição da receita, pela venda de ônibus de menor valor agregado, pelo impacto de provisões trabalhistas e pela menor contribuição da equivalência patrimonial na comparação trimestral, disse a administração da Marcopolo em relatório.

A receita recuou 9,3%, para R$ 833,9 milhões, com queda em todas as linhas do faturamento. No Brasil, as vendas diminuíram 4,4%, no exterior caíram 3,2%, e a receita com exportação encolheu 26,7%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 77%, passando de R$ 101,9 milhões para R$ 23,5 milhões.

No trimestre, a empresa demitiu funcionários para “adequar seu quadro de pessoal a volumes menores do que os previstos”. Essas demissões tiveram impacto de R$ 8,9 milhões no resultado bruto do primeiro trimestre.

A fabricante diz que a piora nos resultados do primeiro trimestre foi influenciada por questões sazonais e pelas dificuldades enfrentadas pelo setor em meio à segunda onda de casos da covid-19. “A vacinação avança sem, contudo, ser suficiente para trazer confiança ao setor de transporte coletivo terrestre”, diz a administração da companhia em relatório.

O recuo da pandemia segue como principal fator para a retomada de atividades como turismo, linhas regulares de longa distância, transporte público urbano e transporte escolar, diz a Marcopolo.

A expectativa da empresa é que ocorra um crescimento mais consistente dos volumes de veículos rodoviários no mercado interno a partir do segundo semestre, com a demanda fomentada pela volta de passageiros às linhas regulares e posteriormente ao turismo regional.

Para o mercado de veículos urbanos, o esperado pela Marcopolo é que a retomada seja mais lenta, considerando que em diversas cidades a frota está maior que a demanda, penalizando as empresas que operam as linhas.

Do ponto de vista das exportações, a administração da Marcopolo diz que tem negociado novos pacotes para o continente africano, com a maior parte dos pedidos transferida para o segundo e o terceiro trimestres. O real desvalorizado tende a favorecer as exportações, mas a pandemia vem impedindo o amadurecimento de negócios em andamento, afirma.



Fonte: G1

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