Cientistas podem trazer de volta o lobo-da-tasmânia que está extinto

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Alguns cientistas buscam trazer de volta animais que foram extintos da natureza, principalmente aqueles que possuem uma história forte na literatura. Dentre eles, está o lobo-da-tasmânia. Nessa questão, alguns cientistas australianos buscam maneiras de sequenciar o genoma do animal e trazê-lo à vida a partir das experiências com sequenciamento genético.

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O lobo-da-tasmânia

O lobo-da-tasmânia era um animal característico da Austrália. Possuía cerca de dois metros de comprimento e 40 quilos. Era muito semelhante a um cão, mas com cabeça de raposa.

Ele possuía hábitos noturnos e era considerado um animal carnívoro. Caçava à noite, geralmente só, e o seu alimento favorito eram os cangurus. Contudo, por volta dos anos de 1830 ele foi extinto.

A causa da sua extinção está relacionada a diversos fatores, mas o mais decisivo foi uma doença desconhecida. A competição com carneiros que foram introduzidos no seu habitat, a falta de alimento e a caça ilegal dos fazendeiros também pode ter sido fatores decisivos.

O sequenciamento do genoma

Os cientistas, agora, estão decididos a buscar maneiras de sequenciar o genoma do antigo lobo-da-tasmânia. Assim, para atingir esse objetivo, a ideia é conseguir dinheiro suficiente para custear todo o processo.

As doações, até o momento, já somaram mais de US$ 3,6 milhões. Contudo, isso também pode representar um problema. Aqueles que já assistiram Jurassic Park, no qual os cientistas criam um grave problema ao ressuscitarem espécies já extintas, podem ter uma ideia.

Porém, esse retorno do lobo-da-tasmânia é visto de forma benéfica para alguns pesquisadores, pois pode ser um passo para corrigir erros no processo de colonização que atingiram o ecossistema.

Nesse contexto, para trazer o lobo de volta, os cientistas buscarão uma célula viva de um animal parecido com o lobo, como o donnart, um tipo de roedor. Em seguida, eles irão alterar a célula para que ela se torne uma célula de lobo-da-tasmânia. Caso aconteça, esse processo pode gerar um embrião que será implantado em outro animal que servirá como barriga para os futuros lobinhos.



Fonte: R7