Bitcoin mantém desvalorização e registra menor valor em quase 1 ano | Economia

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O bitcoin, principal criptomoeda do mundo, registrou nesta terça-feira (10) sua menor cotação desde julho de 2021, chegando aos US$ 29.764. O valor representa uma perda de 57% do valor na comparação com recorde registrado em novembro de 2021.

Por volta das 11h, o ativo tinha reduzido as perdas e girava em torno dos US$ 31,8 mil. Mas a queda dos últimos meses ainda implica que a maioria dos fundos e pessoas que investiram em bitcoin nos últimos meses estão com prejuízo.

A desvalorização do bitcoin faz parte de uma tendência do mercado de tomar distância de ativos de risco devido à incerteza provocada pela guerra na Ucrânia e consequente aumento dos juros em economias desenvolvidas para conter o avanço da inflação.

Além da guerra na Ucrânia, pesam na decisão de investidores o confinamento rigoroso contra a Covid na China, que prejudica o comércio mundial e o crescimento da atividade econômica global, e a adoção de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos.

A tendência afeta ainda os títulos das empresas de tecnologia, cujo desempenho foi beneficiado pelas políticas monetárias expansivas durante a pandemia.

Outras criptomoedas também não ficaram imunes à tendência, com o mercado em seu conjunto avaliado em quase US$ 1,5 trilhão, contra US$ 3 trilhões investidos no principal momento do setor, segundo os dados da Coingecko, que registra mais de 13.000 criptomoedas.

“A correlação do bitcoin com a Nasdaq”, o índice da Bolsa americana para o setor de tecnologia, “está no máximo”, destacaram os analistas especializados em blockchain do portal Kaiko.

Com a volatilidade dos criptoativos é difícil projetar qual será a evolução do bitcoin. Em 2021, a criptomoeda ficou temporariamente abaixo dos US$ 30 mil em junho e julho, antes de voltar a ganhar força e atingir o máximo histórico em novembro, a US$ 69 mil.

Um indício da importância do setor: nos últimos anos dois países, El Salvador e a República Centro-Africana adotaram esta moeda como divisa oficial, apesar das críticas dos organismos financeiros internacionais. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que o país aproveitou a desvalorização para comprar mais criptomoedas, adicionando 500 unidades a seu fundo.

Desde sua criação em 2009, a criptomoeda se desenvolveu em um contexto de taxas de juros muito reduzidas. Agora, o Banco Central americano alertou sobre futuros aumentos da taxa básica de juros para conter a inflação.

* Com informações da agência AFP.



Fonte:G1