
“Mas e o rock?” A cada edição do Rock in Rio, a mesma pergunta se espalha pelas redes sociais. Puristas reclamam do line-up e acusam o festival de se afastar de suas origens, embora, desde 1985, a mistura de gêneros faça parte de sua história. Já na estreia, o evento escalou, ao lado de pesos-pesados do rock, nomes do pop e da new wave, como The B-52’s e Rod Stewart, e da MPB, como Alceu Valença e Gilberto Gil.
Neste ano, porém, a programação tinha tudo para agradar à turma da camisa preta: o festival começou não com um, mas com dois dias dedicados ao rock. Nenhum deles, no entanto, esgotou os ingressos. Nas redes sociais, não demoraram a surgir comentários sobre um possível “flop”.
“São nove da noite e está assim, com lugar na grade”, apontou o perfil @leticia_syl, enquanto o Capital Inicial recebia Dado Villa-Lobos no Palco Sunset. “O que aconteceu com o Rock in Rio?”, questionou, no TikTok, @andreycaminho. Os vídeos mostram espaços vazios na noite em que Foo Fighters, que já liderou noites esgotadas em 2001 e 2019, era o headliner.

E o movimento mais fraco não pode ser atribuído apenas ao fato de a sexta-feira ser um dia útil. No sábado (5), dedicado ao rock pesado e encerrado pelo Avenged Sevenfold, a Cidade do Rock tampouco dava sinais de lotação.
Por volta das 22h, enquanto o Bring Me The Horizon se apresentava, painéis dos banheiros nos arredores do Palco Mundo indicavam mais de 90% de cabines livres. Nas lanchonetes atrás do palco — tradicionalmente entre os pontos mais concorridos do festival —, não havia filas. O mesmo ocorria para a maioria dos pontos de venda de comida espalhados pela Cidade do Rock. Filas mesmo, só nas ativações e na Gourmet Square.
Recentemente, em entrevista ao G1, Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, afirmou que “roqueiros fazem barulho, mas o primeiro dia que esgota é o pop”. Por enquanto, os únicos dias esgotados do festival são 6, 7 e 12, cujos headliners são, respectivamente, Calvin Harris, Elton John e Maroon 5.
Fonte: Veja Rio






