Um crime de extrema violência registrado na última quinta-feira (27), no bairro Industrial, em Casimiro de Abreu, é investigado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio. O acusado, identificado como Cristiano Menezes, que já possui registros policiais anteriores e histórico de violência contra a mesma vítima, é procurado pelas autoridades após agredir violentamente a companheira.
De acordo com o apurado, o ataque foi motivado por ciúmes. Devido à brutalidade das lesões espalhadas por várias partes do corpo, incluindo cabeça, costas, braços e pernas , a vítima precisou levar 14 pontos de sutura. Apesar da gravidade dos ferimentos, ela recebeu atendimento médico imediato e não precisou ficar internada.
Durante o episódio de violência, o filho do casal, um bebê de apenas três meses, acabou caindo ao chão. A criança foi imediatamente encaminhada para avaliação médica especializada para garantir sua integridade física, embora não fossem constatadas lesões aparentes no momento do socorro.
Após o crime, o suspeito fugiu do local. Antes de desaparecer, ele deixou circular um áudio em tom ameaçador: “Mãe, a senhora me perdoa. Eu não matei ela, senão ela ia direto para o inferno.”
Procurada pela reportagem, a delegada titular da 121ª Delegacia Policial de Casimiro de Abreu (121ª DP), Carla Tavares, responsável pela condução do inquérito, detalhou o andamento das investigações.
“Ele está respondendo formalmente por tentativa de feminicídio. O acusado agrediu covardemente a companheira e a criança de 3 meses caiu no chão durante a agressão. Logo que tomamos conhecimento, fizemos diligências em vários locais, mas ele não foi localizado até o momento”, afirmou a delegada.
Diante do risco iminente, a Justiça prontamente deferiu e concedeu medidas protetivas de urgência para resguardar a integridade da mulher e da criança. Até o momento, não há mandado de prisão expedido contra o investigado, e as equipes da 121ª DP mantêm as diligências sob sigilo para efetuar a captura.
Qualquer informação que auxilie no paradeiro do foragido pode ser repassada de forma totalmente anônima pelo Disque Denúncia, através do telefone (22) 2253-1177.







