População denuncia despreparo dos fiscais de Cabo Frio na abordagem aos munícipes

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A Prefeitura de Cabo Frio anunciou, nessa terça-feira (24/03), que 220 estabelecimentos que insistem em descumprir a determinação de suspenderem as atividades, e que mantinham as portas abertas, em Tamoios, segundo distrito da cidade, foram notificados, podem ser multados e até terem o alvará de localização cassado, se insistirem em permanecerem em funcionamento. Isso mostra o quanto não está sendo efetiva a abordagem dos fiscais municipais e guardas municipais – em grande parte destreinados e truculentos – no contato com os comerciantes, e com a população de uma maneira geral. E que os carros de som não estão surtindo efeitos, mesmo sendo pagos “a peso de ouro” como denuncia a oposição ao governo.

No caso específico de Tamoios, a administração da subprefeitura também é considerada “fraca e irresponsável”, motivo de muitas críticas da população, desde o início do governo. A fragilidade do prefeito Adriano Moreno também não é clara. “O prefeito é fraco! E as pessoas não levam em conta o que ele fala, porque já se mostrou desonesto e mentiroso, por exemplo, no caso do pagamento dos servidores. Além disso, a população já sabe que ele é um cagão e que não peita o Governador por exemplo. Ao contrário, abriu as pernas para o Wilson Witzel e permitiu que um mafioso ocupasse a pasta da Saúde”, disse o comerciante Silas Almeida, que mantém o seu estabelecimento fechado, apesar da opinião contundente acerca da qualidade do governo.

Segundo o último decreto da Prefeitura, “fica suspenso pelo prazo de 15 dias, prorrogáveis, o atendimento presencial ao público, em estabelecimentos comerciais em funcionamento no município de Cabo Frio, inclusive nos shoppings centers e centros comerciais. Os estabelecimentos comerciais deverão manter fechados os acessos do público ao seu interior”.

Também nessa terça-feira, circulou um vídeo nas redes sociais mostrando a forma de abordagem que está sendo feira pelos fiscais ambientais nas praias do Peró e das Conchas, para evitar que as pessoas circulem nas praias. Nesse caso, a abordagem além de ser inconveniente, com os agentes aos gritos de que levariam as pessoas presas, é inconstitucional, porque fere o “direito de ir e vir” garantido pela Constituição Federal de 1988. Não estamos em estado de sítio, de exceção ou de guerra, e nem mesmo em “quarentena forçada” como é o caso da Argentina. O que se espera é que a turma de gestores do Adriano Moreno treine melhor os seus fiscais, antes que isso ainda gere maiores problemas para o município, como prejuízos financeiros por processos aberto por munícipes que entenderem terem os seus direitos violados por “abuso de autoridade”.

Até o fechamento dessa matéria a Prefeitura de Cabo Frio não havia se pronunciado sobre o assunto. Continuamos esperando (sentados dentro do nosso home office) pelo nosso e-mail plantaodoslagos@gmail.com, através do qual a população também pode denunciar.

VEJA O VÍDEO QUE CIRCULOU SOBRE AS ABORDAGENS FEITAS NA PRAIA DO PERÓ

©Plantão dos Lagos
Fonte: Redação / Plantão
Fotos: divulgação