Peró não passa no primeiro teste da alta temporada da “Bandeira Azul”

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O bairro do Peró recebeu mais uma edição da “Bandeira Azul” no dia 13, aniversário de Cabo Frio, porém não passou na primeira prova da “Alta Temporada”, que foi o feriadão da Proclamação da República. As ruas ficaram intransitáveis por conta do excesso de carros e a região, para variar, atraiu um turismo incompatível com o título internacional fornecido por uma organização com sede em Copenhagen, na Dinamarca. E apenas para constar, a tal “Bandeira Azul” abrange um trecho de apenas 500 metros em uma orla com cerca de 7 quilômetros de extensão. O Peró é um bairro abandonado pelo poder público como os demais da cidade de Cabo Frio e a “Alta Temporada” que começa em dezembro será um caos.

Senão vejamos: a começar pela Avenida dos Pescadores, principal acesso ao bairro, moradores mandaram inúmeras fotos para a redação do Plantão dos Lagos sobre a quantidade de buracos que causam prejuízos a motoristas e moradores. Os buracos estão tampados irregularmente com cimento e o resultado é ainda pior: chove e o buraco fica ainda maior porque o cimento gruda ao asfalto e acaba quebrando, entupindo bueiros dos acostamentos. Ogiva, Peró e Cajueiro são bairros vizinhos e igualmente ignorados pelo poder público. Na Rua Marlim, um ônibus de excursão acabou parado todo o fim de semana dentro de uma área de preservação ambiental.

Na Rua Augusto Ruschi, o lixo ficou espalhado por todo o canto. Na Rua Princesa Isabel, o problema é areia no meio da rua, o que pode causar escorregamentos e acidentes, afinal de contas a chuva nos últimos dias é uma constante. Os moradores da Rua Anequim também reclamam que a fiscalização da Prefeitura de Cabo Frio não funciona. Moradores simplesmente largam material de construção no meio da rua, ocupando praticamente toda a calçada e justamente no local onde o ônibus passa, colocando em risco pedestres e motoristas. E os problemas não param por aí. Com as chuvas do início da semana praticamente todos os bairros, inclusive o Peró, ficaram com bolsões de água atrapalhando a rotina da população.

NO CENTRO A SITUAÇÃO AINDA É PIOR

Em alguns trechos, por conta das ressacas violentas desse ano, a faixa de areia na Praia do Forte ficou com menos de cinco metros de largura, o que causou um verdadeiro transtorno para turistas e barraqueiros no fim de semana. Conclusão da história: muitos migraram para o Peró, que também não tem infraestrutura para receber tanto movimento e veículos. “A cidade está abandonada, sem infraestrutura, com um turista que não gasta e traz alimentos e até a cozinheira da excursão dentro do ônibus, uma secretaria de turismo que não faz nada e uma superintendência de eventos que não consegue nem organizar um show. Estamos perdidos”, disse o professor Téo Silveira.

Com um setor de Mobilidade Urbana que também não funciona, o caos se instalou no fim de semana prolongado em Cabo Frio. Ônibus de excursão parados na porta de casas de aluguel para temporada atrapalhando o trânsito e obstruindo o caminho e o fluxo de veículos, fazendo transições proibidas e perigosas em ruas estreitas, parados em cima de faixas de pedestres e até na contramão. Um cenário de filme de terro típico de uma cidade sem governo, sem prefeito, sem ordem e sem leis. Até mesmo o vice-prefeito da cidade mandou o recado da desordem para o prefeito Adriano Moreno. A Prefeitura são se manifestou em relação a nenhuma dessas reclamações, até porque não poderia, é uma administração com quadro grave de anencefalia.