MP denuncia homem que perseguiu e provocou acidente que terminou com a morte da mulher

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou um homem acusado de agredir e causar a morte da mulher de 34 anos, em Toledo, no oeste do Paraná. De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (6), o acusado agrediu e passou a perseguir a esposa, provocando a colisão. A motivação do crime seria o ciúme de uma conversa de WhatsApp.

Foto: Divulgação

Conforme a 1ª Promotoria de Justiça de Toledo, na madrugada de 2 de fevereiro deste ano, motivado por ciúmes por conta de uma conversa de Whatsapp, o réu agrediu a companheira, na casa onde moravam. Chegou a filmar a agressão e enviar para pessoas que teriam motivado a crise.

Assustada, a mulher fugiu, entrou em seu carro e saiu da residência. O acusado passou a persegui-la, em outro veículo, dirigindo em alta velocidade, o que fez com que ela batesse de frente com um barranco, morrendo na hora. Como resume a Promotoria, “o denunciado deu causa direta à morte da vítima. O crime foi cometido por razões da condição de sexo feminino da vítima, como prática de violência doméstica e familiar, com inequívoco menosprezo à condição de mulher.”

O caso teve muita repercussão na cidade pois, a princípio, foi tratado como um acidente de trânsito. Agora o acusado passa a responder por femincídio.

Mais agressões

Consta também na ação penal que, no dia 4 de fevereiro, o acusado passou a mandar mensagens via aplicativo de celular com ameaças diretas à família da vítima, afirmando que quem estivesse com o celular dela, que continha as mensagens e fotos das agressões por ela sofridas, “deveria tomar muito cuidado ao expô-las às autoridades, pois ele ou alguém cobraria tal atitude, no presente ou no futuro”. O réu disse ainda, nessas conversas, que “teria sido criado em meio à malandragem, e teria um ‘papo reto, papo do crime, que não faz curva’.”

No pedido de prisão, o MPPR destaca que o acusado tinha um histórico de violência, com registro policial, por agressões físicas e verbais cometidas contra outras quatro pessoas – todas essas vítimas também eram mulheres. Como apontado pela Promotoria na petição, “Infelizmente, a quinta e última vítima não teve oportunidade de recorrer a justiça e registrar a violência que sofria”.


Fonte: Banda B