Mais uma vez servidores da educação ficaram sem os salários no quinto dia útil

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Mais uma vez, a Prefeitura de Cabo Frio descumpriu o acordo de pagamento dos servidores da educação municipal de forma integral, no quinto dia útil do mês, não respeitando inclusive o que estipulou no próprio calendário que ela faz questão de divulgar todos os meses, para muitos com uma certa dose de sadismo, atestando a incompetência do governo em pagar a categoria até o quinto dia útil do mês. E assim está feito: pelo sétimo mês consecutivo, a Prefeitura atrasa os salários. Parte dos estatutários, que deveriam receber nessa quinta-feira (07/11), conforme o calendário oficial, só devem ter os salários creditados nas contas na segunda-feira (11/11) e os contratados só depois disso, no dia 13 de novembro, próxima quarta-feira, nono dia útil do mês.

A intenção do Tribunal de Justiça do Estado quando chamou a Prefeitura e o SEPE Lagos para uma audiência de conciliação era estimular que as partes chegassem a um acordo que não viesse a prejudicar os estudantes da rede pública municipal em Cabo Frio, mas ao que parece o município não está colaborando em nada para aliviar a situação de tensão. Aconteceu uma outra reunião com os técnicos da SEME nessa semana mas não houve avanços. De acordo com as lideranças da categoria, o município não tem feito esforços para apontar soluções. A Prefeitura quer a reposição dos dias parados de forma presencial e propôs redução da carga horária das aulas a serem repostas por conta das paralisações. O SEPE Lagos insiste no modelo do Plano de Estudos e exige que seja definido o calendário de pagamentos e que a categoria seja tratada de forma integral, sem fracionamentos e escalonamentos.

ENQUANTO MUITOS ESTÃO SEM DIREITOS OUTROS TÊM DE SOBRA

Nessa quinta-feira (07/11), véspera da assembleia dos profissionais da rede pública municipal de educação de Cabo Frio, uma denúncia que chegou ao SEPE Lagos deixou todos estarrecidos. A denúncia dá conta de que uma funcionária de cargo comissionado na administração vai receber R$ 60 mil por conta de um processo administrativo que abriu. Enquanto isso uma grande quantidade de pessoas espera na fila igualmente para receberem seus benefícios, alguns deles há anos, como enquadramentos, triênios, resíduos não pagos etc. O caso também será debatido na assembleia que acontece nessa sexta-feira (08/11), às 18h00 na Escola Municipal São Cristóvão.

Aliás, essa assembleia pode resultar em mais uma greve da categoria. “Qual é o critério do governo? Por que a Prefeitura paga os direitos de alguns, que estão trabalhando dentro do governo, em detrimento da grande massa de servidores da educação que está com processos de direitos trabalhistas atrasados há anos? Esse é um caso que realmente causou indignação total em todos nós. Não pelo direito da servidora beneficiada, mas pela falta de critérios claros da Prefeitura ao autorizar pagamentos dos processos”, disse a Coordenadora do SEPE Lagos, Cintia Machado. A próxima reunião da categoria com a SEME está agendada para segunda-feira (11/11), às 15h00. Até o fechamento dessa matéria a Prefeitura de Cabo Frio não havia se pronunciado sobre a denúncia encaminhada ao SEPE.