Justiça diz que Edison Brittes não faz parte do grupo de risco do Covid-19 e nega pedido de liberdade

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A Justiça negou, na tarde desta quinta-feira (26), o pedido de liberdade de Edison Brittes Junior, réu confesso pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas. O pedido da defesa teve como base a pandemia do coronavírus e o risco de disseminação no sistema penitenciário.

***ARQUIVO*** CURITIBA, PR, 20.02.2019: Edison Brittes chega para a audiência (Foto: Franklin de Freitas/Folhapress)

Para a juíza Luciani Regina Martins de Paula, porém, a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não deve ser aplicado neste caso. “Neste ponto, nota-se que o requerente, ao menos por ora, não pertence aos grupos de risco, bem como está preso pela suposta prática de crime violento. Ou seja, para a situação em que o requerente se encontra, não existe recomendação no sentido de substituição da custódia cautelar por prisão domiciliar, cabendo essa, sim, a outros presos, o que surtirá, consequentemente, efeito positivo na contenção da propagação do vírus nos estabelecimentos prisionais”, informou.

Edison Brittes Junior está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara.

Em nota, o advogado Claudio Dalledone informou que recebe com naturalidade e respeito a decisão da justiça, mas reforça o registro da importância de medidas preventivas a propagação do Covid-19, em especial nas unidades prisionais do país, foco de preocupação das autoridades sanitárias e da comunidade científica mundial.

Júri popular

A Justiça determinou que quatro acusados pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas respondam por homicídio qualificado no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A decisão de pronúncia, publicada no dia 28 de fevereiro, determina que os sete denunciados sentem no banco dos réus, mas por diferentes crimes.

Vão responder por homicídio qualificado “pela torpeza do motivo, pelo emprego de tortura ou outro meio insidioso ou cruel, e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima”: Edison Brittes Junior, David Willian Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King. Os quatro teriam participado das agressões contra o jogador e teriam levado o corpo até a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais. Destes, apenas Edison permanece preso.

A esposa de Edison, Cristiana Brittes, chegou a ser denunciada por homicídio qualificado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), mas para a juíza Luciani Regina Martins de Paula, “a completude de provas revela que não há ‘indícios suficientes de autoria’ para a Pronúncia, mas não revela – com absoluta e inequívoca certeza – que a acusada não concorreu para o crime.”

Caso Daniel

Segundo a denúncia do MP-PR, o jogador Daniel Correa Freitas participava das comemorações de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes, que havia completado 18 anos. Após passar a noite em uma casa noturna do bairro Batel, Daniel foi convidado para um ‘after’ na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu.

Edison Brittes confessa a morte de Daniel e afirma que tomou a medida extrema após encontrar Daniel na cama com Cristiana. O jogador então foi brutalmente espancado e levado no porta-malas de um Veloster até a Colônia Mergulhão, onde foi morto com um corte no pescoço e o pênis decepado.


Fonte: Banda B