Doutor Serginho é um dos líderes do gasto de verbas na ALERJ em 2019

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No primeiro ano em que os deputados estaduais se tornaram ordenadores de despesas, com uma verba mensal de quase R$ 27 mil, quem mais gastou foi a turma que chegou se autoproclamando como “nova política”’. Os quatro que mais apresentaram despesas são do PSL, ex-partido de Jair Bolsonaro, alguns deles, que o acompanharão para a Aliança e podem até mesmo perderem os seus mandatos nos próximos meses, se a justiça eleitoral entender isso como “infidelidade partidária”. Em primeiríssimo lugar vem Alexandre Knoploch, que gastou, em média, R$ 22 mil mensais, de acordo com dados do portal de transparência da Alerj. É seguido por Doutor Serginho, representante de Cabo Frio; e Gustavo Schmidt, quase empatados. Depois vem Rodrigo Amorim, também do (PSL). As notas fiscais mais altas são as de aluguel de carros — e os nobres parecem ter preferência pelo modelo Toyota Corolla (quase sempre blindado).

A verba da Alerj também é usada para fazer os possantes rodarem — e não é raro a despesa ficar acima dos R$ 3 mil, mesmo para quem mora na capital. Em outubro, Knoploch desembolsou R$ 4.300 em combustível, enquanto Doutor Serginho, de Cabo Frio, gastou R$ 4.600. Schmidt, de Niterói, pagou R$ 1.100 no mesmo mês. Apenas 14 dos 70 deputados recusaram a verba de gabinete: Anderson Moraes (PSL), André Ceciliano (PT), Bebeto (Podemos), Chicão Bulhões (Novo), Coronel Salema (PSL), Martha Rocha (PDT), Carlos Augusto (PSD), Dionisio Lins (PP), Eliomar Coelho (PSOL), Flavio Serafini (PSOL), Luiz Paulo (PSDB), Rodrigo Bacellar (SDD), Waldeck Carneiro (PT) e Zeidan (PT). Já Léo Vieira (PSC) optou por receber 100% da verba parlamentar. Mas praticamente não usou. A prestação de contas do moço contém apenas uma despesa: a tarifa para manter o cartão.

Os deputados não se pronunciaram sobre o assunto até o fechamento dessa matéria, mas continuamos abertos aos esclarecimentos pelo [email protected].

©Plantão dos Lagos
Fonte: Jornal Extra
Fotos: divulgação