Diretoria do SPFC repudia pedido de impeachment de Leco: ‘Vale-tudo oportunista e demagógico’

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O São Paulo emitiu uma nota oficial, na manhã desta quarta-feira (4), criticando a postura de conselheiros da oposição do clube, que pediram o impeachment do presidente Leco. No comunicado, a diretoria afirma que a iniciativa serve para “tumultuar o ambiente” em meio a um jogo decisivo, diante do Internacional, marcado para hoje, no Morumbi.

De acordo com matéria do “Globoesporte.com”, publicada na noite da última terça-feira (3), um documento de pedido de impeachment, com assinaturas de 50 membros do Conselho Deliberativo, foi deixado na sala da presidência.

Eles alegam que Leco, que tem mandato até 2020, firmou contratos sem o aval prévio do Conselho e diz que o orçamento de 2019 foi estourado em mais de 5%, classificando como gestão temerário.

Hoje, no entanto, o São Paulo se defendeu ao dizer que o ano ainda não terminou. “O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação”, escreveu.

Além disso, a atual gestão atacou os adversários políticos, avisando que “não vai tolerar arroubos como os perpetrado” e classificando a ação dos opositores como “um vale-tudo oportunista e demagógico.”

Veja a nota na íntegra:

Carece de fundamento o pedido de destituição protocolado ontem contra o Presidente do São Paulo Futebol Clube e sua Diretoria, conforme noticiado pela imprensa.

O requerimento é uma peça discutível e equivocada, obra de uma parcela de conselheiros movida pelo intuito de criar factoides e tumultuar o ambiente do clube. A manobra ocorre, não por acaso, na véspera de decisiva partida contra o Internacional pelo Brasileirão – o que deveria ser momento de união entre as forças são-paulinas -, servindo para esses senhores de janela de oportunidade contra a gestão.

O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação. O simples fato de o ano ainda não ter terminado torna o documento insustentável perante a gravidade daquilo que está sendo requerido. É, pois, expediente oportunista de seus signatários.

Esta administração, pautada por condutas sempre corretas e transparentes, está, como sempre esteve, aberta ao diálogo franco e irrestrito, mas não vai tolerar arroubos como os perpetrados. A disputa política precisa, acima de todas as diferenças, respeitar regras e processos, e não enveredar para um vale-tudo oportunista e demagógico. Esse caminho não atende aos objetivos do São Paulo, nem está em concordância com as tradições da nossa instituição.


Fonte: Jovem Pan