Dedetran diz que laudo confirma racha na morte de Caroline; defesa pede que vazamento seja investigado

14

O delegado Edgar Dias Santana, da Delegacia de Delitos de Trânsitos (Dedetran), comentou nesta quinta-feira (26) o laudo que trata da velocidade dos dois carros envolvidos no atropelamento da jovem Caroline Beatriz Olímpio, de 19 anos. Para ele, as velocidades de 114,52 km/h e 88,70 km/h comprovam que ambos os motoristas estariam disputando um racha na Rua Pedro Viriato Parigot de Souza.

Caroline morreu aos 19 anos

“Esses laudos confirmam o que a Polícia Civil já havia constatado durante a tramitação do inquérito, que esses indivíduos se encontravam em alta velocidade e praticando uma disputa automobilística não autorizada, o famoso racha. O inquérito foi concluído e os dois foram indiciados por homicídio com dolo eventual e participação de corrida automobilística não autorizada”, disse Santana.

Segundo o laudo, o veículo que atropelou Caroline, dirigido por Fernando Rocha Fabiani, estava a 114,52 km/h. Já o de Nicholas Henrique Castro estava a 88,70 km/h. A velocidade máxima permitida no local é de 60 km/h.

Vazamento

Com a publicação do laudo por veículos de imprensa, os advogados de Nicholas, Marden Maués e Adriano Bretas, fizeram um pedido à Justiça para que o vazamento do documento seja investigado. “Afinal, causa perplexidade que um documento que até então sigiloso, possa ter vazado à imprensa, dos escaninhos do Estado, antes mesmo de ser aportado aos autos do Projudi (Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná). Impende seja avaliada a possibilidade de ser instaurado inquérito policial para apurar se efetivamente esse vazamento ocorreu e, em tendo ocorrido, quem foi(ram) o(s) responsável(is) por tal prática?”, diz a petição.

Em nota, a defesa de Nicholas informou ainda que as informações “contradizem a versão inicialmente propalada de que haveria um “racha” entre os automóveis, seja pela discrepância das velocidades desenvolvidas, seja pela distância que um automóvel se encontrava do outro, em contradição com a hipótese precocemente ventilada pela acusação.”

A advogada de Fernando, Thaise Mattar Assad também criticou o vazamento e disse que ainda aguarda que todas as provas venha ao processo de forma “legal, lícita e oficial” para a realização da defesa técnica do acusado. “O momento agora é de aguardar, ter o maior respeito à condução do processo, que acabou lamentavelmente vitimando uma pessoa, e ter a prudência de aguardar a cerimônia judicial de forma cautelosa”, disse.

Diante dos questionamentos das defesas, a Banda B entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública, que não se posicionou sobre o assunto até o momento.

Atropelamento

O motorista suspeito de atropelar e matar a estudante da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Caroline Beatriz Olímpio, de 19 anos, estava acima da velocidade permitida no trecho da rua Pedro Viriato Parigot de Souza quando o acidente aconteceu. A informação foi confirmada por um laudo do Instituto de Criminalística do Paraná desta terça-feira (24).

Caroline estudava Arquitetura e Urbanismo da UTFPR. Ela estava voltando da faculdade depois de tentar tirar um xerox quando foi atropelada por Fernando, que dirigia um veículo UP TSI, vindo a morrer na hora. Testemunhas disseram que ele e Nicholas estavam praticando um racha.

O atropelamento aconteceu em frente à Universidade Positivo, no Câmpus Ecoville.


Fonte: Banda B