Como conciliar a previdência privada com outros investimentos

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Monte um portfólio diversificado para obter retornos ainda maiores Há quem pense que, por investir em um plano de previdência complementar, não precise se preocupar com outros tipos de investimentos. Há também quem imagine que, por investir por conta própria, não teria nenhum benefício contribuindo para a previdência privada. Na realidade, as duas alternativas não são autoexcludentes, muito pelo contrário: se combinadas, podem contribuir para potencializar os rendimentos do seu portfólio de investimentos.
Investindo em um PGBL, uma das modalidades de previdência privada, por exemplo, você pode aumentar o retorno da sua carteira. Por meio desse plano previdenciário, é possível deduzir até 12% da sua renda bruta do Imposto de Renda. Em vez de entregar esse dinheiro para o leão, ele poderia ser aplicado em outros investimentos, contribuindo assim para um rendimento maior do seu patrimônio.
Além disso, tanto o PGBL quanto o VGBL, a segunda modalidade da previdência complementar, contam com a menor alíquota de tributação de todos os produtos financeiros, podendo chegar a apenas 10%. Para isso, entretanto, é necessário adotar o regime de tributação regressiva no momento de contratação do plano. O investidor também precisa aguardar pelo menos 10 anos para realizar o resgate da aplicação.
Por isso, antes de contratar uma previdência privada, é importante ter em mente de que esse investimento deve ser tratado como algo de longo prazo. Caso contrário, seu rendimento pode ser duramente penalizado pela cobrança de um alto valor na tributação.
Hoje existem fundos de previdência que investem nos mais diversos segmentos do mercado, que se enquadram a qualquer perfil de risco. Para os mais conservadores, há os fundos de renda fixa. Os moderados contam com os fundos multimercado. No caso dos mais arrojados, há os fundos de ações.
Tenha reserva de emergência
No entanto, por se tratarem de produtos financeiros voltados para o longo prazo, as previdências complementares não podem ser as únicas aplicações da carteira de um investidor. É sempre fundamental poder contar com uma reserva de emergência: uma aplicação de altíssima liquidez com um montante que seja capaz de lhe fornecer segurança financeira em situações emergenciais.
As aplicações ideais para esse “colchão de liquidez” são títulos públicos pós-fixados (o famoso tesouro selic) ou um fundo DI com liquidez diária. Os especialistas costumam afirmar que o ideal é que você destine para essa reserva uma renda que seja capaz de cobrir o seu custo de vida entre 3 a 12 meses, de acordo com o seu modo de vida e o seu perfil de risco.
Além disso, pode ser interessante reservar uma parcela do seu capital para realizar aplicações táticas de curto prazo: se o cenário econômico parece otimista, pode ser um bom momento para investir na Bolsa de Valores. Se o noticiário político parece atrapalhar a lucratividade das empresas, o momento pode ser propício para comprar um pouco de dólar, por exemplo. Aplicações táticas como essas podem fazer uma enorme diferença para a performance da sua carteira de investimentos.
Agindo dessa forma, é possível complementar o horizonte de longo prazo de uma previdência privada com as necessidades de curto prazo da vida cotidiana.
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Fonte: G1