Comissão aprova aumento, e fundo eleitoral pode chegar a R$ 3,8 bilhões em 2020

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Governo propôs inicialmente R$ 2,5 bi, mas revisou valor para R$ 2 bi. Relator disse ser possível chegar a R$ 3,8 bi porque houve revisão na estimativa de receitas da União. Deputados e senadores reunidos no plenário da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional
Alexandro Martello/G1
A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (4) o valor de R$ 3,8 bilhões para o fundo eleitoral em 2020.
O valor foi aprovado durante a votação do Orçamento do ano que vem. Para virar lei, contudo, o texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Congresso.
Inicialmente, o governo havia proposto R$ 2,5 bilhões para o fundo. Depois, revisou o valor para R$ 2 bilhões. Nesta terça (3), o relator do Orçamento, Domingos Neto (PSD-CE), propôs aumentar para R$ 3,8 bilhões.
Segundo o relator, foi possível aumentar o valor do fundo porque houve revisão na estimativa de receitas de dividendos, isto é, na parcela à qual o governo tem direito com o lucro das empresas estatais.
A previsão para esse lucro passou de R$ 6,5 bilhões para R$ 13,5 bilhões (veja detalhes no vídeo abaixo).
Fundo eleitoral pode dobrar de valor na eleição de 2020
Fundo eleitoral
O Fundo Especial para Financiamento de Campanha, conhecido como fundo eleitoral, integra o Orçamento Geral da União (OGU) e é abastecido somente com dinheiro público.
Esse fundo é diferente do fundo partidário, composto por dotações orçamentárias da União, dinheiro oriundo de multas, de penalidades, de doações e de outros recursos financeiros.
Entenda as principais diferenças entre os dois fundos
Na eleição de 2018 – na qual foram eleitos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais –, o fundo eleitoral contou com R$ 1,7 bilhão. Na eleição de 2020, serão eleitos prefeitos e vereadores.
O deputado Domingos Neto, relator do Orçamento de 2020
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O que diz o relator
Após a aprovação do relatório, o deputado Domingos Neto foi questionado se os recursos destinados ao fundo eleitoral deveriam ser direcionados, por exemplo, para outras áreas como saúde e educação.
O relator respondeu, então, que também houve aumento nos repasses para essas áreas, acrescentando que o aumento do fundo eleitoral é o “custo de manter o processo democrático”.
“Essa é uma decisão do Congresso Nacional. Nós tomamos uma decisão no passado de afastar o capital do processo politico, proibindo ação empresarial que foi o que acabou promovendo tudo o que está aí hoje. Você dizia que tinha a bancada daquela empresa”, afirmou.
Domingos Neto afirmou, ainda, que a eleição municipal é justamente a que tem “maior número de candidatos” e, embora o valor do fundo tenha aumentado, esta será a eleição “mais barata da série histórica”.


Fonte: G1