Mulher assassinada na RMC era motorista de aplicativo e menino não era filho dela

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No local, a polícia havia confirmado que o menino era filho de Beatriz, pois a criança chamou a mulher de mãe enquanto conversava com os policiais. Já o superintendente da Delegacia de Piraquara, Job de Freitas, explica que a criança, na verdade, não era filha da Beatriz, mas sim da namorada dela. “Ele era filho da moça, que tinha nacionalidade argentina. Essa criança deve ter assistido tudo que aconteceu com a companheira da mãe”, relatou.

“A Beatriz também teve seu carro roubado em Piraquara, no mês de março. Por isso nós conhecíamos ela. Na ocasião, devolvemos o automóvel e agora a encontramos novamente, infelizmente desta forma”, acrescentou.

A polícia não descarta um caso de latrocínio, que é roubo seguido de morte, mas já acha esta linha de investigação é improvável. “Você não pode descartar nada mas, a princípio, nós estamos tirando de pauta o latrocínio, pois o carro foi recuperado, os pertences não foram levados e a criança chorava ao lado do corpo. Agora, estamos investigando a vida pessoal da vítima”, diz.

Duas linhas de investigação são trabalhadas com prioridade pela polícia. A primeira aponta um caso de vingança, no qual a polícia não entra em detalhes, ou até mesmo com motivação passional. Três horas antes de Beatriz ser encontrada morta, a PM trocou tiros e matou um suspeito também em Piraquara. Outro acusado foi preso. Havia a informação que o carro de Beatriz foi roubado por um dos bandidos em fuga. A polícia também apura essa possibilidade.