Metade dos bairros de Curitiba não registrou nenhum homicídio nos seis primeiros meses do ano

0
89



A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) é a região mais violenta da cidade, com 16 vítimas de homicídio doloso e uma de latrocínio (roubo seguido de morte). Mas, apesar de liderar o número de crimes, a CIC registrou uma redução foi de 44% no número de crimes (foram 29 homicídios no primeiro semestre de 2018).

O segundo bairro mais violento é o Alto Boqueirão, com 11 crimes. Na sequência aparece o Cajuru, com dez homicídios.

Ao todo, 36 dos 75 bairros não registraram nenhum homicídio. Confira a lista:

ABRANCHES

AHU

AUGUSTA

BACACHERI

BATEL

BOA VISTA

BUTIATUVINHA

CABRAL

CAMPINA DO SIQUEIRA

CAPAO DA IMBUIA

CASCATINHA

CENTRO

CENTRO CIVICO

CRISTO REI

GANCHINHO

GUABIROTUBA

HUGO LANGE

JARDIM BOTANICO

JARDIM DAS AMERICAS

JARDIM SOCIAL

JUVEVE

LAMENHA PEQUENA

LINDOIA

MERCES

MOSSUNGUE

RIVIERA

SANTA FELICIDADE

SANTO INACIO

SAO BRAZ

SAO JOAO

SAO LOURENCO

SEMINARIO

TABOAO

TINGUI

VILA IZABEL

VISTA ALEGRE

Paraná

O primeiro semestre registrou uma redução de 20% no índice de homicídios dolosos em todo o Paraná, se comparado com o mesmo período de 2018. Em 52% das cidades (211 dos 399 municípios paranaenses) não houve registro deste tipo de crime, e em 124 (31%) foram apenas uma ou duas ocorrências registradas. Em relação aos números do ano passado, foram 205 homicídios a menos no Estado, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (07) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. De janeiro a junho, foram 828 registros de mortes violentas, número inferior as 1.033 ocorrências dos primeiros seis meses de 2018.

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, a queda nos índices de criminalidade é resultado de um conjunto de esforços. “Estamos trabalhando para combater o crime em todas as suas modalidades. O trabalho de inteligência, integração e planejamento de ações é constante para fornecer maior segurança para todos os paranaenses. E isso se reflete nas estatísticas de homicídio, furto e roubo”, explica.

Marinho atribuiu a diminuição dos números à integração entre as forças policiais, ao patrulhamento preventivo e ostensivo, e às investigações mais ágeis da polícia judiciária, que prendem criminosos e acabam por inibir novos crimes.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, atribuiu a redução da criminalidade a duas fases do trabalho policial. “Primeiro, é o direcionamento de operações específicas antecipadas pela inteligência policial, o trabalho de investigação, de produção de conhecimento, de inteligência dos locais onde ocorrem os maiores índices”, afirma. “Entendemos o que está acontecendo de verdade naquela cidade ou região e, a partir disso, agimos. Em segundo lugar, não menos importante, temos um planejamento primoroso”, acrescentou.