Mãe de Rachel Genofre desabafa após identificação de suspeito: “Não acreditava mais”

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Em entrevista à Banda B, Maria Cristina disse que chegou a não acreditar mais que o assassinato fosse solucionado. “Eu achava que não fossem encontrá-lo, mas eu nunca desisti de lutar”, afirmou. “Esse novo capítulo representou para mim uma nova confiança na polícia, coisa que eu já não tinha mais. Não achava que poderia ser solucionado, justamente por ter passado tanto tempo”, disse.

A mãe também ressaltou a importância do programa interligado para que fosse encontrado o responsável. Graças a esse software, o Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo, através da coleta dos dados genéticos do acusado, percebeu que Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, era compatível geneticamente com o estuprador de Rachel. “Acho extremamente positivo. Essa possibilidade de o banco de dados realmente funcionar pode ajudar a solucionar outros crimes. Espero que esse seja só o começo”, relatou à reportagem.

Maria Cristina também agradeceu todo o apoio recebido pela sociedade curitibana durante mais de uma década. “Eu não me senti sozinha em momento algum. Agradeço a população pelo apoio a mim e aos meus familiares. A força que me passaram é muito grande”, disse.

Em 2019, Rachel Genofre completaria 20 anos. A mãe pede agora que a justiça seja feita pela filha. “A falta dela é o que mais me dói. Precisamos que ele seja julgado e que a justiça funcione. Sei que em um eventual julgamento precisarei ficar na mesma sala que ele, sempre tive pavor disso. Mas vou continuar lutando até o fim”, acrescentou.

Confira um trecho da entrevista: