Justiça decide suspender inquérito da Polícia Civil sobre caso de jornalista morto na Praça Espanha

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De acordo com o documento concluído no mês passado, os policiais seguiram todos os procedimentos da Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel), portanto, “não havendo crime a ser punido ou transgressão disciplinar a ser apurada”. A decisão revoltou a família, que pede isenção na avaliação do caso.

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Na decisão desta terça-feira (13), o entendimento é de que o caso cabe à Polícia Militar. “Tratando-se de crime militar, ainda que a competência para processamento e julgamento seja da Justiça Comum, há necessidade de instauração de inquérito policial militar, obviamente, pela Polícia Militar”, afirmou o juiz.

Francisquini foi morto em um suposto confronto com a polícia. De acordo com a PM, o jornalista ‘furou’ um bloqueio policial e tentou atropelar a equipe que realizava a blitz. A família da vítima, porém, afirma que gravações de câmeras de segurança da Avenida Vicente Machado comprovam que dois policiais militares teriam disparado cinco vezes contra o carro do jovem sem que ele revidasse à ação.

Advogados dos PMs

Os advogados de defesa dos policiais militares envolvidos na ocorrência, Claudio Dalledone Junior e Eduardo Milleo, afirmam que a decisão segue o procedimento padrão de investigação nesses casos.

“A investigação destes fatos é de atribuição do Inquérito Policial Militar e de competência da Auditoria Militar e não da Polícia Civil. Por este motivo, nada mais justo que o inquérito instaurado pela Polícia Civil seja trancado como foi”, disse Milleo.

O advogado Claudio Dalledone Junior explica que para justiça comum atuar no caso é preciso que primeiro a Auditoria Militar indique se os policiais envolvidos nos fato cometeram algum crime. “O que temos é um pedido de arquivamento deste IPM, uma vez que não restam dúvidas de que os policiais militares agiram em conformidade com o procedimento interno, assegurando a ordem, preservando vidas e a segurança de centenas de inocentes. Esses policiais devem ser condecorados com medalhas de honra”, concluiu Dalledone.

Advogado da família

A reportagem entrou em contato com o advogado da família de Andrei, Paulo Cristo, que afirmou não ter sido informado ainda sobre a decisão.