Condenado na Lava Jato, João Vaccari Neto tem indulto natalino concedido pela Justiça do Paraná

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Ex-tesoureiro do PT teve o benefício concedido nesta quinta-feira (29) em processo que ele foi condenado por corrupção passiva, em segunda instância, a 24 anos de prisão. João Vaccari Neto é ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT)

Reprodução: TV Globo

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado na Operação Lava Jato, teve indulto natalino concedido pela Justiça do Paraná nesta quinta-feira (29). A decisão é do juiz Ronaldo Sansone Guerra, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.

A concessão do benefício se deu em um processo no qual ele foi condenado por corrupção passiva, em segunda instância, a 24 anos de prisão. Ele está preso desde abril de 2015.

Conforme a decisão, a concessão se deu com base no indulto natalino editado pelo ex-presidente Michel Temer, em dezembro de 2017. No caso de Vaccari Neto, a norma prevê o cumprimento de um quinto da pena – o que ocorreu, segundo o juiz.

O ex-tesoureiro respondeu a cinco processos na Lava Jato. Além da ação na qual teve o benefício concedido, Vaccari Neto foi absolvido no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TFR-4) em dois processos por falta de provas.

Em outros dois processos, também na segunda instância, o ex-tesoureiro foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão em cada um. Por isso, ainda não se sabe se ele deixará o Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

A defesa de João Vaccari Neto considerou a decisão justa “face ao preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos estabelecidos nesse decreto, concedendo-lhe o perdão de 24 anos de reclusão”.

Condenação de 24 anos de prisão

Em fevereiro de 2017, Vaccari Neto foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro por ter recebido propina do estaleiro Keppel Fels em contratos com a empresa Sete Brasil no financiamento de sondas do pré-sal.

De acordo com as investigações, uma parte dos pagamentos foi para o Partido dos Trabalhadores e a outra parte foi para uma conta secreta no exterior do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, responsáveis por três campanhas do PT à Presidência.

O dinheiro passou antes por uma conta controlada pelo operador Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels no Brasil. Os delatores João Santana e Mônica Moura foram condenados por lavagem de dinheiro e tiveram a pena mantida em oito anos e quatro meses. Zwi Skornicki, também delator, teve a pena mantida em 15 anos e seis meses.

À época, o PT considerou a condenação de Vaccari injusta. Santana, Mônica e Skornicki cumpriam acordo de delação premiada.

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