Assassino de Rachel fugiu da cadeia por três vezes e deixou uma graças a indulto de Dilma

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Segundo as investigações realizadas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o primeiro crime atribuído a Carlos Eduardo dos Santos é de 1985, o estupro de uma criança de 4 anos em São Vicente, no estado de São Paulo. Três anos depois, em 1988, ele foi acusado por mais dois estupros, sendo um deles contra uma adolescente de 14 anos.

Em agosto de 1989, acontece a primeira fuga. Ele volta a ser preso em 1993 e leva junto para a cadeia mais duas acusações de estelionato. Dois anos, porém, uma nova fuga, que acontece em março de 1995.

Solto por cinco anos, o terceiro mandado de prisão é cumprido em janeiro de 2000, momento em que Carlos Eduardo foge para o Paraná pela primeira vez.

Na Terra das Araucárias, ele tem uma acusação de corrupção de menor em Mandaguari, na região metropolitana de Maringá.

Retorno para São Paulo

Quatorze anos depois de cometer dois estupros, Carlos Eduardo passa a ser apontado por dois novos estupros contra crianças. O primeiro na mesma cidade da primeira ação, São Vicente. O segundo, em Campinas.

O acusado volta a ser preso em janeiro de 2003, mas a Justiça concede regime semiaberto 14 meses depois. Em 2007, ainda há um registro de injúria, que não resultou em prisão.

Rachel Genofre

Rachel morreu aos nove anos (Reprodução)

Chega-se então a 2008, ano do mais emblemático crime cometido por ele. Segundo a linha do tempo, Carlos Eduardo começa o ano morando em Santa Catarina, o qual é responsabilizado por mais dois crimes: um estelionato em março e um abandono de lar em maio.

Em novembro, uma mala misteriosa aparece na Rodoferroviária de Curitiba e apenas 11 anos depois é descoberto, por meio de DNA, que Carlos Eduardo também tinha envolvimento.

Indulto presidencial

Entre 2009 e 2011, Carlos Eduardo permanece cometendo golpes e hoje é acusado por sete estelionatos apenas neste período. Ele volta a ser preso em agosto de 2011, mas acaba solto dois meses depois, graças a um indulto da então presidente Dilma Rousseff.

O indulto presidencial é uma forma de extinção da pena. Ele consiste em ato de clemência do Poder Público, concedido privativamente pelo Presidente da República. Tal benesse faz desaparecer as consequências penais e “é instrumento de política criminal colocado à disposição do Estado para a reinserção e ressocialização dos condenados que a ele façam jus, segundo a conveniência e oportunidade das autoridades competentes”.

Cinco anos solto

De outubro de 2011 a julho de 2016, Carlos Eduardo volta a ficar na rua e acaba acusado de mais seis estelionato, em diversas cidade. Nesse período, ele responde ainda por um caso de violência doméstica.

De 2016 a setembro de 2019 ele permanece preso na Penitenciária de Sorocaba. Foi detido, que o material genético dele entrou no Banco Nacional de Perfis Genéticos, momento em que acabou responsabilizado pela morte de Rachel Genofre.

No momento, ele está detido em Curitiba até a conclusão do inquérito policial.