Viúva de policial morto no Jacarezinho pede que nome do marido não seja incluído em memorial para mortos em operação

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A viúva do policial civil André Frias, morto em operação policial na favela do Jacarezinho no mês passado, escreveu uma carta na qual afirma rejeitar “veementemente” a ideia de inserir o nome de seu marido em um memorial para os mortos na incursão e pede que isso não ocorra. O comunicado, escrito por Jaqueline de Souza nessa quinta-feira, foi postado em seu Instagram pelo secretário de Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski. A operação, a mais letal da história do Rio, deixou 28 mortos – o inspetor de polícia e 27 suspeitos de fazerem parte do tráfico na comunidade.

Jaqueline afirma ter tomado conhecimento da intenção de construir o memorial por uma matéria na imprensa, sem citar qual. Na última segunda-feira, o EXTRA noticiou que o monumento será erguido.

No comunicado, Jaqueline pede que “haja mínimo de respeito à sua memória e sacrifício pelo sangue derramado pelo marido” e critica a criação do memorial.

O comunicado escrito pela viúva do policial Foto: Reprodução

“Faço saber que rejeito veementemente inserir o nome do André entre esses possíveis suspeitos e traficantes, partícipes na morte de André. O André confrontou para libertar os oprimidos pelo tráfico naquele ambiente de criminalidade. Um homem honesto, trabalhador e reconhecido policial. Seria um insulto à memória do nome dele inserir seu sacrifício neste monumento com o nome de suspeitos e traficantes”, escreveu ela.

A viúva do policial termina o comunicado dizendo que essa é sua opinião, “como esposa e cidadã brasileira”.

O secretário de Polícia Civil, ao postar a carta em se Instagram, solicitou que o nome do inspetor não seja incluído no memorial. “Respeito. Somente isso que a viúva do policial morto em combate por criminosos está pedindo. Não coloquem o nome do policial civil André no Memorial dos traficantes naturalizados, autorizado pela prefeitura”, escreveu Turnowski na rede social.



Fonte: Fonte: Jornal Extra