Suspeito de tentar executar testemunha é preso em Curitiba

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Um rapaz de 20 anos foi preso suspeito de ser o autor de uma tentativa de homicídio ocorrida em março de 2022, na Vila Guaíra, em Curitiba. Ele foi capturado na manhã desta terça-feira (3) durante cumprimento de mandado de prisão temporária em desfavor dele e de quatro mandados de busca e apreensão por uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A tentativa de homicídio da mulher foi na Rua Alagoas, na Vila Guaíra, em Curitiba.
Foto: Arquivo/Cristiano Vaz/Banda B.

Na ocasião, o suspeito atirou em uma mulher de 47 anos que ia para a igreja. O crime aconteceu no dia 14 de março, por volta das 20h, na Rua Alagoas. Ferida no tórax, a vítima foi socorrida por uma equipe do SAMU e levada ao Hospital do Trabalhador, na capital. Ela sobreviveu ao atentado.

“Inicialmente, ela pensou que poderia ser um assalto, mas, sequer voz de assalto ele deu. Simplesmente efetuou os disparos em direção a ela. Esses disparos acertaram o peito, que, por sorte, transfixaram, não pegaram nenhum órgão vital. Ela acabou se recuperando, sobreviveu”, relatou o delegado Thiago Nóbrega, da DHPP, para a reportagem da Banda B.

Após a recuperação, a mulher, assim como outras testemunhas, auxiliou a polícia civil a identificar o atirador. Segundo Nóbrega, na época da tentativa de homicídio o suspeito fugiu para Guaratuba, no litoral do Paraná.

“Tivemos a informação de que ele teria retornado para Curitiba, identificamos o endereço onde ele estaria e conseguimos efetuar a prisão desse indivíduo hoje. Cumprimos mais quatro mandados de busca e apreensão em casas de familiares e suspeitos de terem envolvimento também com esse crime e agora a gente precisa identificar aquele que mandou matar a vítima”, afirmou.

Motivação para o atentado

A motivação do crime está relacionada às mortes do irmão desta vítima de tentativa, Juliano Cândido de Jesus, 35, em 7 de novembro de 2019, enquanto deixava a filha no colégio, e do sobrinho da mulher, Gabriel Juliano Prestes Jesus, em 10 de janeiro de 2020, de acordo com Nóbrega.

Os suspeitos dos homicídios de Juliano e Gabriel estão presos. Para a polícia civil, o rapaz de 20 anos preso nesta terça-feira foi pago para matá-la, para evitar que prestasse depoimento contra os autores dos crimes contra os dois parentes no Tribunal do Júri.

“A gente tem convicção que esse crime foi encomendado, em função de que ela é uma testemunha viva do homicídio do irmão e do sobrinho. Por ser uma testemunha viva, possivelmente tentaram matá-la, pois o júri estava próximo e, sem testemunha, poderia até acontecer uma absolvição.”

A morte de ambos estava relacionada com disputas por pontos de vendas de droga na região do bairro Guaíra e a mulher não teria qualquer relação com os casos. “Ela nada tem a ver com essa guerra. Ela era apenas a irmã e a tia dessas vítimas e tinha testemunhado os crimes. E, por ser testemunha viva, quiseram executá-la, para que não sobrasse provas com relação aos homicídios de seus parentes.”

A polícia suspeita de quem seja o autor do atentado contra a mulher e continua na investigação do caso.





Fonte: Banda B