Servidores da Segurança alegam perda salarial de 30% e não descartam greve no Paraná

0
15


Servidores das forças de Segurança Pública do Paraná lançaram UFS (União das Forças de Segurança do Paraná) um movimento coletivo que busca a valorização profissional do setor no Estado. O ato simbólico aconteceu durante à manhã desta quarta-feira (24), em um evento na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (ADEPOL-PR).

Além de buscar a valorização profissional, o objetivo dos grupos que compõem o movimento está em construir um diálogo direto com o governador Ratinho Jr. para achar saídas diante dos problemas enumerados por eles. Caso isso não aconteça, o estado de greve geral da segurança pública no Paraná não está descartado.

Representantes que compõe a UFS. Foto: Antônio Nascimento/Banda BRepresentantes que compõe a UFS. Foto: Antônio Nascimento/Banda B

 

Entre as reivindicações feitas pelos servidores estão a valorização dos salários, proteção da saúde mental, melhores condições de trabalho em geral dos policiais e demais servidores de segurança. Segundo o presidente da Adepol-PR, Daniel Fagundes, os salários dos servidores estão congelados desde outubro de 2016 e houve, durante este tempo, apenas uma proposta de mudança feita pelo atual Governo do Paraná: no ano de 2019.

“Portanto, nós estamos amargando uma perda salarial de quase 30% e estamos vendo os preços subirem. Chegamos há um ponto em que só aumenta o trabalho, a cobrança e a responsabilidade, mas não temos o nosso direito constitucional de reposição salarial cumprido pelo governador. Muito antes de falarmos em pandemia, nós já vivemos esta realidade. Atrás do estereótipo do ‘policial herói’, existe um pai, uma mãe que precisa sustentar com dignidade às suas famílias”, pontuou à Banda B.

Além da ADEPOL, outras 10 associações e sindicatos dos policiais civis, policiais científicos, policiais militares e agentes penitenciários do Paraná estão envolvidas neste objetivo. São elas:

  • SINCLAPOL – Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná
  • SINPOAPAR – Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná
  • SIDEPOL – Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná
  • AMAI – Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos
  • AVM – Associação da Vila Militar
  • ASSOFEPAR – Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná
  • APML – Associação dos Policiais Militares do Litoral
  • SBSS – Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos da PMPR
  • SINDARSPEN – Sindicato dos Policiais Penais do Paraná
  • Clube dos Oficiais.

“O governador sabe o que está acontecendo e quem mais sabe de polícia somos nós. Não temos a intenção de brigar com ele, mas sim trocar ideias e achar saídas para esta situação. O policial trabalha três vezes mais que o normal hoje em dia e, a maioria deles, toma remédios controlados. Portanto, o governador tem que entender que não adianta dar, somente, armas e viaturas. Mas sim, tem que entender que há um ser humano ali. O policial está pedindo socorro e a única coisa que o policial está pedindo, o governador não paga”, criticou o presidente do SINCLAPOL, Kamil Salmen.

Greve

Para a categoria, é inadmissível o abandono do Governo e o descaso com a segurança pública e até mesmo uma paralisação não está descartada pelo movimento. Os policiais estão doentes, trabalhando sob forte pressão, com falta de equipamentos e desmotivados.

“O governo Ratinho já está no poder há, aproximadamente, 2 anos. Ele [governador] tinha um discurso de valorização da nossa categoria durante às eleições estaduais em 2018. Isto renovou às nossas esperanças porque nós exercemos um serviço público essencial. Um trabalho que é tenso, complicado e estressante, mas de qualidade. No entanto, nos bastidores das organizações há um indício de crise e é enorme”, explicou Fagundes.

Diálogo

Edenison de Barros, coronel e bombeiro militar, vice-presidente da ASSOFEPAR, foi sucinto ao dizer que busca o diálogo com respeito ao Governo do Estado. Isto é básico nas instituições militares que possuem um código e uma linha de conduta muito bem estabelecidas.

“A gente vem com a organização. Somos contra os atos extremos porque temos regulamentos que precisamos ser observados. Mas quem ganha com o bom atendimento da Polícia Militar é a população paranaense. Nós entendemos o momento atual, mas podemos negociar benefícios a médio e longo prazo. Tudo para dar um sinal de esperança aos nossos servidores”, enfatizou Barros à Banda B.

Espaço

A Banda B procurou o Governo do Paraná que, até o fechamento desta matéria, não se posicionou sobre as reinvindicações ditas pelos servidores de segurança. O espaço segue aberto para a manifestação do Estado.



Fonte: Banda B

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui