‘Serial killer’ tem matado um homossexual por semana no PR e SC, diz polícia

0
21


“Uma pessoa que apresenta distúrbio psicológicos por conta do modus operandi dele”, essa é a conclusão da delegada-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Camila Cecconello sobre o perfil do suspeito de três latrocínios contra homossexuais ocorridos entre os dias 16 de abril e 4 de maio deste ano, em Curitiba, no Paraná, e em Abelardo Luz, no Estado de Santa Catarina (SC). Outra preocupação da delegada é embasada na constatação de que o suspeito é um ‘serial killer‘, que tem matado uma vez por semana.

Coletiva de imprensa. Foto: Djalma Malaquias / Banda B

Por conta disso, a polícia entendeu ser necessária a divulgação do nome e imagens do suspeito. José Tiago Correia Soroka possui mandados de prisão temporária em aberto pelos crimes.

“Decidimos divulgar até para que ele não faça novas vítimas, já que a gente está percebendo que uma vítima por semana, no mesmo dia da semana”, explicou a delegada.

Segundo ela, o suspeito vem agindo há cerca de 30 dias nos estados de Santa Catarina e Paraná.

“Estamos há dias tentando prendê-lo, junto com Policia Civil de Santa Catarina”, reforçou a delegada.

Ainda no dia 11 de maio, o homem tentou matar mais um homossexual, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Na ocasião, a vítima conseguiu resistir ao ataque, mas teve alguns bens subtraídos.

Cuidado

O suspeito. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Para o delegado Claudio Marques, que também integra a equipe de investigação, é preciso redobrar os cuidados ao pensar em levar para casa alguém desconhecido.

“Receber a pessoa desconhecida no próprio lar pode dar à vítima a sensação de segurança, mas é exatamente isso que a pessoa com o perfil de assassino quer. Por isso, tente descobrir a real identidade desta pessoa e, se, ainda assim, for para levar alguém em casa, peça que a pessoa tire a máscara ao se apresentar ao porteiro para que haja o registro do rosto. Se a pessoa estiver com más intenções, certamente irá embora”, afirmou Marques.

Suspeito é visto deixando apartamento de Marcos Vinício. Foto: Reprodução

Crime

As três vítimas eram homossexuais e moravam sozinhas. Os três homens foram encontrados mortos na cama de suas residências com sinais de asfixia e tiveram pertencentes subtraídos.

Após duas mortes de jovens gays, associação alerta para aplicativos de relacionamento em Curitiba
De acordo com as investigações, o suspeito marcava os encontros por aplicativos de relacionamento entre homossexuais. Em um primeiro momento, o indivíduo trocava fotos com as vítimas e posteriormente se deslocava até a residência, ao chegar no o local as estrangulava. Após o sufocamento as cobria com cobertas.

Investigação

Inicialmente os casos foram tratados como homicídio, porém foram identificados pertences subtraídos dos locais.

Após investigações de alta complexidade, foram realizadas diligências para identificar o suspeito. A PCPR ainda contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).

Denúncias

A PCPR solicita a colaboração da sociedade com informações que auxiliem na localização do procurado. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 da PCPR, 181 Disque Denúncia ou pelo 0800-643-1121, diretamente à equipe de investigação.





Fonte: Banda B