Região Metropolitana do Rio tem centésimo PM baleado, diz Instituto Fogo Cruzado

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Imagens de uma câmera de segurança, divulgadas pelo “RJ TV”, da TV Globo, mostraram uma mulher correndo para se abrigar atrás de um carro durante um tiroteio, nesta quarta-feira, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Durante a troca de tiros, o policial militar Daniel Alexandrino de Oliveira foi atingido por disparos. Ele foi socorrido no Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu e morreu. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, o militar é o centésimo PM baleado na Região Metropolitana do Rio desde o início do ano.

PM Daniel Alexandrino foi baleado em Mesquita e morreu no Hospital Geral de Nova Iguaçu Foto: Repdução TV Globo

O PM estava de férias e foi baleado por homens não identificados na esquina das ruas Bahia e São Paulo, em um bairro de Mesquita, próximo da divisa do município com São João de Meriti. O balanço feito pelo Fogo Cruzado revela uma tendência de crescimento do impacto da violência armada sobre agentes de segurança. De acordo com o instituto, em 2020, a mesma marca foi atingida apenas no mês de novembro. O relatório também cita a ausência de um plano de segurança que possa ser acessado por interessados que queiram cobrar medidas para evitar novas vítimas entre os policiais. Segundo a estatística, incluindo outras categorias de agentes de segurança, como policiais civis, federais e penais, o número de baleados deste segmento, entre janeiro e setembro deste ano, salta para 128 vítimas.

Mesmo assim, levando em conta este total, os PMs são a maioria na lista com 78% entre os agentes de segurança baleados no período. Segundo o relatório, em 2021, operações policiais e ações de rotina foram as que mais impactaram os policiais. Foram 49 baleados, sendo 12 mortos e 37 feridos.

Tentativas e roubos efetivos fizeram 25 vítimas entre PMs, sendo que todos foram baleados fora do horário de trabalho.

As brigas também chamaram a atenção. Este ano, 5 policiais militares foram atingidos durante discussões. Em 2020, até a marca das 100 vítimas, as brigas não fizeram parte dos motivos que levaram agentes a serem feridos.

A Polícia Militar foi procurada para se posicionar sobre o assunto e para confirmar o número de policiais mortos até agora, mas ainda não retornou.



Fonte: Fonte: Jornal Extra