Rapaz é enterrado como indigente e família protesta porque garante ter ido ao IML

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A família de Henrique Cesar Vidal Alama, 33 anos, busca respostas após descobrir que o corpo dele foi sepultado no Cemitério São Francisco De Paula, em Curitiba, como indigente. Segundo eles, a família passou a ter contato com o Instituto Médico Legal (IML) assim que Henrique desapareceu, em outubro do ano passado, mas mesmo assim recebeu uma ligação apenas no início dessa semana falando sobre a identificação do corpo do rapaz. Ele foi encontrado morto no Parque Náutico, bairro Boqueirão, no dia 16 de outubro.

A irmã de Henrique, Graciele Vidal Alama, vendedora de produtos hospitalares, disse que o rapaz, morador da região de São Domingos, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, saiu de casa para ir ao mercado. “Ele estava em casa e meu tio pediu para ele ir ao mercado. Meu irmão tem esquizofrenia, tinha falado que não estava se sentindo muito bem, mas mesmo assim ele foi de bicicleta, levando uns R$ 200 no bolso. Ele disse que queria ir rápido e logo voltar pra esperar meu pai chegar do trabalho, mas nessa ele não voltou mais”, contou, em entrevista à Banda B.

Foto: Henrique, 33 anos. Reprodução/Facebook

 

Ela contou que a família logo se preocupou porque Henrique nunca tinha passado tanto tempo longe de casa. “A gente passou a procurar ele por tudo, no dia seguinte, vimos uma reportagem de um corpo no Parque Náutico. Meu pai foi até o IML fazer o reconhecimento e não era o do meu irmão, mas fez um cadastro, deixou contato e tudo mais. A gente continuou a procura, mas eles estavam com os contatos da gente para ligar se entrasse um corpo sem identificação. Mas, nada aconteceu”, detalhou.

A irmã lembra ainda que no dia em que ficaram sabendo de outro corpo boiando no Parque Náutico entraram em contato com o IML, novamente. “Eles nos disseram que não era ele, que seria uma outra pessoa. Mas depois no relatório veio que o corpo dele tinha sido encontrado no dia 16, no mesmo dia que a gente ligou lá pra saber se era ele”, relatou.

Segundo relatório obtido pela família, Henrique morreu por afogamento, teve o corpo mantido no IML por 30 dias, após esse período foi sepultado dia 16 de novembro, mas o reconhecimento por digital teve a confirmação de identidade apenas ontem (5).  “Depois que ele foi enterrado como indigente, ligaram aqui, vai fazer dois meses agora. Eles ligam e contam essa história de que a família não entrou em contato e eles precisaram enterrar depois de 30 dias. Mas, a gente entrou em contato, sim. Fomos até lá e eles sempre passando que não tinha corpo nenhum”, diz ela, revoltada.

Nota

A Banda B entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SESP-PR) responsável pelo IML de Curitiba e aguarda retorno.

 



Fonte: Banda B

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