“Que pegue pena máxima”, diz defesa de família que por 25 anos esperou resposta para crime

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A família de uma das vítimas de Ivandel de Liz, de 50 anos, que esteve foragido da Justiça do Paraná por 25 anos e acabou preso em Fortaleza (CE) na última quarta-feira (6), disse estar satisfeita com a prisão do suspeito e afirmou ter a expectativa de que ele seja condenado à pena máxima. Ivandel é suspeito de ter cometido um triplo homicídio ocorrido em 1996, na cidade de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

“Agora espera-se que ele seja transferido à Comarca de Almirante Tamandaré e, em seguida, ao presídio para que fique preso até o dia do julgamento. A família também espera que ele pegue pena máxima, em regime fechado”, afirmou a advogada Ester Francisco de Paula, que defende a família de Margareth.

De acordo com informações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o suspeito tinha um mandado de prisão preventiva em aberto.

O suspeito foi preso em bar, no bairro Passaré, na capital cearense e chegou a apresentar um documento falso à Polícia Civil do Ceará (PCCE). Ele foi autuado em flagrante por apresentar documentação falsa.

Foto: Fabio Dias/PCPR

“Quando obtivemos seu endereço, realizamos a prisão desse indivíduo, que no momento da abordagem apresentou um documento falso de uma pessoa que estaria morta desde 2007”, contou o delegado Tiago Dantas, da PCPR, em vídeo enviado à imprensa.

Crime

Margareth tinha 27 anos de idade e estava grávida de quatro meses quando foi morta. Além dela, um casal de amigos também foi assassinado. O relacionamento entre o suspeito e a vítima grávida durou três anos, e eles já tinham uma filha de 2 anos.

Segundo a advogada Ester Francisco, a motivação do crime seria a recusa do suspeito em aceitar a separação e o fato de trabalhar. Na data do crime, em 1996, Ivandel teria ido ao trabalho de Margareth sob a premissa de uma reconciliação, porém a vítima teria aceitado o encontro com a condição de que um casal de amigos estivesse junto dela.

No local onde tudo aconteceu, havia bastante bebida alcoólica, o que levanta a hipótese de o suspeito ter embriagado as vítimas, de acordo com Ester.

O casal de amigos foi morto a tiros enquanto dormia e a ex-mulher, depois de uma luta corporal, foi alvejada por quatro disparos de arma de fogo, após uma coronhada na cabeça.

Instantes depois de ter cometido o crime, Ivandel teria ido à casa dos pais de Margareth, com roupas manchadas de sangue, e pedido para que cuidassem da filha do casal pois o relacionamento havia acabado. O suspeito teria afirmado que as machas haviam sido ocasionadas por vinho. Esta foi a última vez que ele foi visto.

Ceará

Conforme explicou a defesa da família das vítimas à Banda B, o suspeito levava uma vida normal na região Nordeste do Brasil. Ainda, ele teria uma empresa de serigrafia, a mesma atividade que exercia no Paraná. Ester afirmou também que ele tinha outra família no Estado e inclusive uma família. A suspeita é que eles não sabiam do crime cometido na Região Metropolitana de Curitiba, há 25 anos.



Fonte: Banda B

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