Preso no Rio, Rapper BigNato atuava com traficante alemão de roubo milionário a carro-forte

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Acusado de traficar drogas em shows e festas de música eletrônica dentro e fora do estado do Rio, o cantor de rap de classe média alta Diego da Silva Simões Filho, conhecido como Beto ou BigNato, de 24 anos, atuava no crime em conjunto com o alemão Andreas Michael Leyendecker, de 60. Investigações da 13a DP (Ipanema) mostram que os dois lideram uma quadrilha que compra ecstasy, LSD e outras substâncias sintéticas em países europeus e as revende no Rio. O estrangeiro participou de pelo menos dois roubos a carros fortes na Alemanha, em 1990 e em 2005, tendo sido extraditado, julgado e condenado e depois retornado ao Brasil.

O alemão Andreas Michael Leyendecker ao ser preso, em novembro Foto: Reprodução

Em depoimento, BigNato confessou que faz negócios com Andreas. O alemão foi preso, em 2010, no posto de imigração de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, pela Polícia Federal. Na ocasião, ele era procurado pela Interpol e já tinha uma condenação na Justiça alemã pelo roubo de um carro forte que transportava 1 milhão de marcos, em 1990. O criminoso confessou ainda ter roubado em 2005 outro carro forte no mesmo país, carregado com 300 mil euros.

BigNato foi preso na casa da avó, em uma vila na Tijuca
BigNato foi preso na casa da avó, em uma vila na Tijuca Foto: Reprodução

Após o crime de 1990, ele fugiu para o Brasil, mas foi preso no Rio de Janeiro, em julho de 1992, e extraditado, em abril de 1993, para Alemanha, onde foi julgado e condenado pelo crime a cinco anos e três meses de prisão. Quinze meses depois ele fugiu.

De acordo com as investigações, BigNato vendia drogas em seus shows
De acordo com as investigações, BigNato vendia drogas em seus shows

Em março de 2010, o Supremo Tribunal Federal decretou a prisão preventiva de Andreas para a extradição. Com informações de que ele poderia estar vivendo na Bolívia, a Polícia Federal passou a monitorar com mais intensidade as fronteiras, até que, utilizando seu nome verdadeiro, Leyendecker, tentou entrar no país, através de Corumbá e acabou sendo preso.

As investigações mostram que BigNato e Andreas, ao lado de outros criminosos, lideram um esquema de tráfico internacional
As investigações mostram que BigNato e Andreas, ao lado de outros criminosos, lideram um esquema de tráfico internacional Foto: Reprodução

Um ano depois, alegando ter duas filhas brasileiras e uma companheira no país, Andreas requereu a revogação da prisão e a Embaixada da República Federal da Alemanha declarou ter desistido de sua extradição, tendo então o ministro Dias Toffoli decretado seu alvará de soltura.

O rapper, ao ser preso por policiais da 13a DP (Ipanema)
O rapper, ao ser preso por policiais da 13a DP (Ipanema) Foto: Reprodução

O inquérito da 13a DP mostra que BigNato e sua companheira, Leidiane Vernes de Andrade Ferreira, de 19 anos, negociavam maconha, haxixe e as drogas sintéticas também pelas redes sociais. Em seu perfil no Instagram, o rapper possui cerca de quatro mil seguidores. Entre as postagens, estão anúncios de suas apresentações. Nas publicações, ele exibe ainda tatuagens e joias. Ele não fazia questão de esconder a atividade ilícita. Em uma das fotos, BigNato aparece com uma arma e a mensagem: “Paco de 100 na mochila, com a grana e com a droga”.

Com o casal, foi apreendida grande quantidade de drogas
Com o casal, foi apreendida grande quantidade de drogas Foto: Reprodução

O casal passou a ser monitorado depois da prisão de Andreas por agentes da delegacia, em novembro. Eles foram capturados na casa da avó do cantor, em uma vila, na Tijuca. No local, além de grande quantidade de drogas, foram encontrados material para embalar, balança, rádio transmissor e um réplica de pistola. De acordo com a delegada Natacha Alves de Oliveira, que responde pela 13ª DP, os dois foram indiciados por tráfico e associação para o tráfico.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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