Policial que provocou morte de motoboy em acidente na CIC estava a 113 km/h, aponta laudo

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O policial militar que dirigia o carro envolvido no acidente que matou um motociclista, no dia 23 de abril, em Curitiba, estava dirigindo a 113 km/h em uma via com limite de velocidade de 60 km/h. A conclusão é da Polícia Civil do Paraná (PCPR) com base no laudo feita pela Polícia Científica, divulgado nesta segunda-feira (3). O policial, que estava de folga na hora da colisão, estava embriagado e foi preso.

A polícia concluiu o inquérito que apurou o acidente ocorrido no cruzamento das Ruas Senador Accioly Filho e Arthur Martins Franco, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O motorista, que dirigia o veículo, foi indiciado por homicídio doloso qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e por embriaguez ao volante. O entregador de pizza Daniel Pereira Silva, de 27 anos, fazia a última corrida quando foi atingido. Ele morreu logo após o acidente.

Carro conduzido pelo policial no dia do acidente – Foto Banda B

Durante as investigações, a PCPR ouviu testemunhas analisou imagens de câmeras de segurança e foi possível concluir as condições do acidente.

A PCPR dará mais detalhes do laudo na tarde desta segunda-feira.

O dia do acidente

Daniel morreu aos 27 anos – Reprodução

Daniel estava fazendo a última entrega do dia e, segundo testemunhas, vinha pela Artur Martins Franco, que é a via preferencial, quando foi atingido pelo carro que estava na Rua Accioly Filho. O PM ficou no local para prestar socorro, mas familiares da vítima acusaram ele de estar embriagado.

“Estamos indignados. Um policial que admitiu estar vindo do fervo. Quero Justiça para meu irmão que é um trabalhador. Um pai de família que agora perdeu a vida”, disse à Banda B Rosilene Garcia, irmã de Daniel, no dia do acidente.

O PM envolvido no acidente é lotado no Batalhão de Polícia Montada. Além do policial, outras quatro mulheres estavam no Veloster. Eles voltavam de uma festa. As quatro confirmaram que o policial havia bebido.

Apesar dele ter se negado a fazer o teste do bafômetro, a Polícia Civil informou que o PM apresentou sinais de embriaguez e foi autuado por homicídio doloso qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e embriaguez ao volante.

Daniel era caminhoneiro e trabalhava como entregador à noite. Deixou mulher e uma filha de 11 anos.

A defesa do policial ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.



Fonte: Banda B

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