Polícia suspeita que jovem morta em Itaguaí foi vítima de feminicídio

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A Polícia Civil investiga como suspeita de feminicídio o assassinato de Ingrid Silva, de 26 anos. Ela foi encontrada morta com perfurações no coração feitas por instrumento cortante , em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Segundo a família da vítima, Ingrid estava desaparecida desde o dia 24, quando saiu de casa, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, para ir ao encontro de um ex-namorado que não aceitava o fim de um relacionamento. A jovem foi sepultada, neste domingo, no Cemitério Nossa Senhora do Pilar, em Duque de Caxias.

Polícia investiga suspeita de feminicídio para apurar morte de jovem Foto: Reprodução

De acordo com parentes, a jovem já havia recebido da Justiça uma medida protetiva que obrigava o ex-namorado a ficar a uma distância mínima de 300 metros. A decisão judicial havia sido expedida depois que a moradora de Campo Grande sofreu uma tentativa de homicídio, em maio, e apontou o rapaz como autor. No dia que desapareceu, Ingrid havia aceitado ir ao encontro do suspeito com quem chegou a namorar por quase seis meses.

—Soubemos disso porque ela usou o telefone da minha sobrinha para marcar o encontro. A troca de mensagens que ela fez ficou no aparelho. Um mototáxi buscou a Ingrig na porta de casa e a levou até a estação de trem de Inhoaíba, onde ela encontrou o ex-namorado. Foi a última vez que ela foi vista com vida — disse Stefany da Silva Ferreira, irmã de Ingrid.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiro investiga a informação de que a jovem ainda teria sido vista na garupa de uma motocicleta, antes de desaparecer. Até esta segunda-feira o suspeito ainda não havia sido localizado pela polícia. Descrita como sendo uma jovem que sonhava em encontrar o amor de toda vida, Ingrid deixou duas filhas, uma menina de 11 e outra de 7.

— Estamos feridos de dor. Nossa família está desolada. Tudo o que nós queremos é que a Justiça seja feita — disse Stefany.

Procurada, a Polícia Civil disse que as investigações estão em andamento na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). E que os agentes realizam diligências para identificar a autoria do crime e esclarecer as circunstâncias da morte



Fonte: Fonte: Jornal Extra