Polícia prende homem acusado de atirar contra menino de 8 anos que brincava de pique-esconde na Baixada

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira, um homem acusado de balear na cabeça Kaio Paixão de Souza, de 8 anos, no fim de agosto deste ano. A criança brincava de pique-esconde na Rua Vereador Moacyr Pimentel, no bairro Parque Fleixal, em Guapimirim, na Baixada Fluminense, quando foi atingida. O homem, que não teve seu nome divulgado, tinha um mandado de prisão preventiva em aberto por tentativa de homicídio contra o menino. Kaio ficou pelo menos um mês internado. A reportagem procurou o Hospital Adão Pereira Nunes para saber seu estado de saúde, e se ele já recebeu alta, mas ainda não obteve resposta.

De acordo com os policiais, as investigações apontam que o suspeito entrou em confronto com traficantes de uma facção rival pela disputa de uma área conhecida como Beira Linha no bairro. Durante o tiroteio, Kaio foi atingido, e, em seguida, o criminoso fugiu de Guapimirim. Nesta segunda-feira, no entanto, ele retornou ao município da Baixada Fluminense, e se envolveu novamente numa troca de tiros. Ferido, ele foi socorrido e levado ao hospital, onde foi localizado e preso.

Menino Kaio, de apenas 8 anos, brincava quando foi atingido por bala perdida; ele foi operado e segue internado, com quadro estável Foto: Acervo pessoal

Dois dias após Kaio ser baleado, a tia do menino, Leandra Paixão, de 38 anos, contou ao EXTRA que o bairro era considerado tranquilo, mas, neste ano, surgiu um ponto de venda de drogas no local conhecido como Beira Linha, citado pela polícia, que fica próximo a uma passagem de nível, perto de onde Kaio foi atingido.

— As crianças sempre brincam aqui na rua, de pique, jogam bola, brincadeira de criança. Mas ali, na Beira Linha, está virando foco de venda de drogas, desde o início do ano. Mas tiroteio não costuma acontecer.

A tia também contou que os disparos começaram de repente, por volta das 18h30 daquela sexta-feira, dia 28 de agosto:

— Ele estava brincando de pique e foi se esconder na outra rua. Foi coisa de minutos. Falaram: “Cadê as crianças?”. Ouvimos quatro tiros. As crianças correram e falaram que o Kaio tinha ficado. Quando a gente foi ver, ele estava sentado na calçada. Só queria a mãe, que estava trabalhando.



Fonte: Fonte: Jornal Extra