Polícia ouve versão de ourives de São Paulo sobre origem de suposta dívida em crime do posto

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Policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouvem na tarde desta segunda-feira (24) o ourives de São Paulo, apontado pela testemunha como a origem da dívida das pedras preciosas, que motivou o crime contra o advogado Igor Kalluf e Henrique Mendes Neto. Paulo Lira será ouvido às 14 horas e poderá desvendar detalhes sobre suposta dívida de R$ 480 mil. Bruno Ramos Caetano estaria devendo esse valor para a testemunha, ourives de Curitiba, desde o ano passado.

 

Foto: Reprodução

 

A vinda desse homem para a capital paranaense foi solicitada pela defesa de Bruno. Depois dele, ainda hoje, estão previstas oitivas com outras duas pessoas, também do ramo de compra e venda de pedras preciosas. Há ainda outro depoimento marcado para amanha pela manhã.

Embora o inquérito tenha sido concluído na segunda-feira (22) pela DHPP, ainda serão anexados depoimentos, perícias em celulares e exames complementares periciais.

Mandante

A versão da polícia aponta que Bruno estava sendo cobrado por uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas. O cobrador, um ourives (testemunha-chave no caso), teria contratado o advogado Igor para que a cobrança fosse mais contundente, visto que Bruno estaria devendo o valor mencionado desde o ano passado.

Em interrogatório, Bruno disse que a dívida pela qual estaria sendo cobrado não existe. Ele alegou ainda desconhecer que os homens que o acompanhavam estavam armados. Durante o depoimento, ele também relatou que teria sido ameaçado por telefone pelo advogado Igor. A defesa de Bruno acredita que a versão onde é apontado como mandante é fantasiosa.

Caso

Dois homens em um posto de combustíveis, limite entre Batel e Centro de Curitiba, foram mortos a tiros por dois suspeitos armados. O caso aconteceu no final da tarde do dia 11 de junho. Câmeras de segurança no local registraram toda a ação dos atiradores. Nas imagens, é possível ver um dos suspeitos tirando uma arma da cintura e apontando contra um grupo de quatro pessoas sentadas ao redor de uma mesa do estabelecimento, entre elas o advogado Igor Martinho Kaluff.

 

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Fonte: Banda B