Polícia faz buscas pelo contraventor Rogério Andrade, que teve prisão decretada pela morte de Fernando Iggnácio

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Desde a madrugada deste sábado, a Polícia Civil faz buscas pelo contraventor Rogério Andrade, que teve a prisão determinada pela juíza Viviane Ramos de Faria, da 1ª Vara Criminal do Fórum da Capital, na noite de sexta-feira, por ser o mandante do assassinato do bicheiro Fernando de Miranda Iggnácio. O contraventor não foi localizado, porém fontes da polícia afirmam que ele não pode ser considerado foragido.

Questionado pelo EXTRA se Rogério irá se entregar à polícia, o advogado Raphael Mattos afirmou que o contraventor está “avaliando todas as hipóteses” com os seus advogados. Mattos afirma que há fatos estranhos na investigação, já que há uma semana o inquérito estava concluído sem qualquer indicação ao nome de seu cliente.

— Esta semana, o inquérito, que deveria ter ido para Justiça, retornou à delegacia (após a conclusão) para aditar o relatório e incluir o senhor Rogério como um dos autores, sem qualquer fato novo. Aliás, ele se quer foi ouvido em meses de investigação, estranhamente sendo intimado nessa última semana, sem qualquer ciência dos advogados.Numa decisão de prisão toda baseada nas palavras do Ministério Público, sem qualquer elemento probatório, o que posso adiantar é que entraremos com habeas corpus na próxima semana, em razão de evidente constrangimento ilegal — afirmou Raphael Mattos, acrescentando que Rogério não prestou depoimento, uma vez que a delegacia se recusou a dar acesso ao inquérito para a defesa.

Rogério ainda não se entregou à polícia após ter prisão decretada Foto: Arquivo / Agência O Globo

Além dele, a magistrada manteve a prisão do homem apontado como braço direito de Andrade, o policial militar reformado Marcio Araújo de Souza. Iggnácio foi morto a tiros de fuzil no dia 10 de novembro do ano passado, num heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Ele era genro do bicheiro Castor de Andrade e sofreu uma emboscada quando chegava de helicóptero de Angra dos Reis. Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), Andrade era sobrinho de Castor e ambos disputavam territórios da contravenção.

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No início da noite de sexta-feira, o Ministério Público do Rio denunciou Andrade e Araújo como mandantes, assim como: o cabo Rodrigo Silva das Neves, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, o ex-PM Pedro Emanuel D’Onofre Andrade da Silva Cordeiro e o policial militar de São Paulo Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro como executores. Em janeiro, o cabo das Neves foi preso na Bahia. Cruz e os irmãos D’Onofre Andrade da Silva Cordeiro estão foragidos. A denúncia foi baseada no relatório do titular da DH, Moysés Santana, que apontou como motivação do crime a “disputa por pontos de exploração do jogo do bicho, videopôquer e máquinas caça-níquel”.

De acordo com as investigações, no dia do crime, enquanto um dos réus aguardava no veículo, outros três desembarcaram, por volta de 9h, e entraram em um terreno baldio que dá acesso à parte lateral do heliporto. Lá aguardaram a chegada da vítima, que vinha de Angra dos Reis. Iggnácio estava com a mulher, a filha de Castor de Andrade, que ficou no helicóptero. Como era de costume, Iggnácio desembarcou e foi buscar o carro, estacionado ao lado de uma churrasqueira no pátio do heliporto. Assim, ao tentar entrar no veículo, foi surpreendido pelos executores com disparos de fuzis FAL e AK-47, calibre 7.62. A víitima foi atingida por três disparos, sendo um deles na cabeça. Um dos atiradores se posicionou por cima do muro.

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— Começamos a investigação fazendo as buscas pelo carro utilizado pelos executores. Daí, encontramos o veículo abandonado, próximo ao prédio onde os suspeitos estiveram. Fizemos quebras telemáticas e interceptações telefônicas, além de encontrarmos uma testemunha que apontou alguns dos denunciados que trabalhavam para Araújo. Por fim, este último já foi flagrado por câmeras de segurança de um hospital, na Barra da Tijuca, em 2017, fazendo parte da segurança de Rogério Andrade. Tudo isso consta no relatório produzido na apuração do caso — explicou o delegado Moysés Santana.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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