PM trocou 96 policiais da UPP da Vila Cruzeiro no dia da operação que deixou 23 mortos na favela

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp

No dia da operação na Vila Cruzeiro, que culminou com 23 mortos, a Polícia Militar trocou os 96 policiais que trabalhavam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro. O comando da UPP também foi modificado no dia 18 de maio, mas a troca foi efetivada somente nesta quarta-feira, dia seguinte da operação na favela. De acordo com a PM, a mudança não possui relação com o episódio e é considerada normal.

Ação na Penha: MPF abre investigação para apurar operação policial

Vila Cruzeiro: Especialistas em Segurança Pública criticam operação

Lucros do crime: Carros de luxo chamam atenção entre veículos apreendidos durante ação realizada na Vila Cruzeiro

Na terça-feira (24), a Polícia Militar do Rio e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram a operação na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, para prender chefes da maior facção criminosa do estado e suspeitos vindos de outros estados que estariam escondidos na região. De acordo com a PM, a operação estava sendo planejada havia meses, mas foi deflagrada de modo emergencial para impedir uma suposta migração para a comunidade da Rocinha, na Zona Sul.

Divone Ferreira da Cunha chora em enterro da filha, Gabrielle, morta por bala perdida durante operação policial na Vila Cruzeiro Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

A primeira troca na UPP da Vila Cruzeiro ocorreu na quarta-feira anterior à operação, quando o comando da Polícia Militar determinou que o o capitão Gian Silva Santos, antes lotado na UPP do Andaraí, assumisse a função de comandante na favela da Penha. Apesar de nomeado dias antes, Santos foi efetivado no cargo uma semana depois, nesta quarta-feira, substituindo o capitão Luciano Fabrício Monteiro da Silva, que foi transferido para a unidade da Vila do João.

Já na terça-feira, 24 de maio, dia da operação da Vila Cruzeiro, a Polícia Militar publicou a troca de todo o efetivo de praças da UPP da comunidade. Os 96 agentes que atuavam no local foram transferidos para a Unidade da Vila do João, que teve o mesmo número de policiais transferidos para a Vila Cruzeiro.

AO EXTRA, o secretário de Polícia Militar Luiz Henrique Marinho Pires afirmou que as trocas não possuem relação com a operação e são movimentações normais da corporação:

— Foi uma movimentação normal e não tem ligação com a operação. Movimentação do Comando da Coordenadoria de Polícia Pacificadora visando mudança de ambiente de atuação do efetivo — afirmou.

Durante a ação, 23 pessoas morreram, entre elas está a manicure Grabrielle Ferreira da Cunha, de 41, que foi atingida a cerca de 300 metros da favela da Chatuba, vizinha à Vila Cruzeiro. A ação é considerada a segunda mais letal da história do Rio, atrás somente da ação no Jacarezinho, de maio de 2021, que resultou em 28 mortes.

Fonte: Fonte: Jornal Extra