pai de Henry cria conta em rede social para homenagear o menino, morto na Barra

0
156


Avesso às redes sociais desde o casamento com a professora Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, em dezembro de 2012, o engenheiro Leniel Borel de Almeida resolveu criar um perfil para homenagear o filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morto na madrugada do último dia 8. Na conta no Instagram, ele tem publicado fotos e mensagens para o menino. A página já coleciona mais de mil seguidores.

“Henry era perfeito. As palavras são poucas para definir meu filho. É muito para um pai receber um laudo do IML como esse. Só quero saber o que houve com ele”, escreveu, emocionado, fazendo referência ao documento de necropsia, que mostra que a causa da morte da criança foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Investigação: mãe diz acreditar que Henry caiu da cama antes de morrer

Até julho do ano passado, Henry morava com os pais em uma cobertura no Recreio, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o depoimento prestado por Monique na 16ª DP (Barra da Tijuca), que investiga o caso, com o término do casamento, ela foi com o menino para a casa da família, em Bangu, na mesma região. Em agosto, a professora conheceu o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), durante almoço em um shopping na Barra.

Enteado do vereador Dr. Jairinho, Henry Borel Medeiros morreu aos 4 anos Foto: Reprodução

Ainda segundo Monique, os dois começaram a namorar e, dois meses depois, foram morar juntos, em um apartamento no condomínio Cidade Jardim, também na Zona Oeste. Foi em um quarto no imóvel que a professora diz ter encontrado o filho no chão, por volta de 3h30m do dia 8. Ela contou que ele estava com mãos e pés gelados, olhos revirados e não respondeu ao seu chamado. Monique afirmou acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, desequilibrado-se ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão.

A criança foi levada pelo casal ao Hospital Barra D’or, onde foi morreu às 5h42m. Peritos ouvidos pelo GLOBO garantem que as lesões atestadas pelo IML, como equimoses, hematomas, edemas e contusões, não são compatíveis com um acidente doméstico.

Para Leniel, sua única meta de vida desde então é “descobrir a verdade”.

“Preciso de respostas para prosseguir”, resume o engenheiro.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui