Operação que remete a Pablo Escobar termina com 35 denunciados

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O traficante colombiano Pablo Escobar aterrorizou a Colômbia na década de 1980. Entre os milhões de dólares obtidos com a venda de cocaína, um episódio chama atenção. Pablo continuou comandando o tráfico de dentro de um prisão que ele mesmo construiu: La Catedral. E é com essa premissa, de comando do tráfico por dentro da prisão, que a Polícia Civil deflagrou uma operação no mês de outubro, em seis cidades do Paraná. Nesta quinta-feira (2), o Ministério Público, em Curitiba, denunciou 35 pessoas por envolvimento nos crimes investigados pela Operação La Catedral.

Divulgação Polícia Civil

Segundo a 4ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba, são 22 homens e 13 mulheres investigadas pelo 11º Distrito Policial e Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Eles são acusados de participação nos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

As investigações, que contaram com escuta telefônica judicialmente autorizada, constataram que a associação criminosa dirigia o tráfico de drogas a partir da prisão – a maior parte dos acusados já se encontra presa, em diversos estabelecimentos de diferentes cidades paranaenses e em Franco da Rocha (SP).

De acordo com a promotora Carolina Tavares da Silva Rockenbach, os criminosos agiam em diversos bairros de Curitiba e na região metropolitana. “Os destinatários, muitas vezes, eram presos da Penitenciária de Piraquara e, de dentro da prisão, eles conseguiam comandar as ações”, explicou.

Ao todo, as investigações apontaram quatro diferentes núcleos da associação, cada um com seu líder, todos presos na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP I), a partir de onde “coordenavam a associação para o cometimento do tráfico de drogas por meio de aparelhos celulares, utilizados ilegalmente nas dependências do estabelecimento prisional, determinando a aquisição, transporte e distribuição de drogas pelos demais associados, ordenando-lhes a cobrança das dívidas relativas às drogas fornecidas, o pagamento e transferências de valores, além de exigirem a prestação de contas, o custeio da prática do tráfico de drogas, entre outras condutas”.



Fonte: Banda B