domingo 25 julho 2021 02:11:52
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Olheiro que trazia adolescentes para a RMC com falsas promessas de futebol é condenado a 12 anos de prisão

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Um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, por iludir adolescentes e seus familiares prometendo colocá-los em times profissionais de futebol foi condenado pela Vara Criminal de Piraquara a 12 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão por tráfico de pessoas. A denúncia foi apresentada em dezembro de 2020, após ação de busca e apreensão feita a pedido do MPPR e do Ministério Público do Trabalho na casa do réu encontrar dez adolescentes abrigados em possível regime de servidão.

Foto: Divulgação MPPR

Conforme apurou o MPPR, o homem atrairia os meninos em cidades do Mato Grosso, apresentando-se como “olheiro de clubes profissionais”, afirmando estar selecionando adolescentes com talento para encaminhá-los para realizar testes em times profissionais do Brasil e do exterior, com vistas a possível ingresso nas categorias de base.

Informalidade

De acordo com a denúncia, não havia formalização de contratos ou quaisquer outros documentos que estipulassem as obrigações assumidas pelo denunciado, tendo as famílias aceitado enviar os adolescentes com base nas promessas feitas e em relações de confiança. Os adolescentes eram abrigados em Piraquara na própria casa do réu (que não tinha alvará para tanto) apenas com uma “autorização de moradia”, mediante pagamento de R$ 1 mil por mês, além de outras despesas. O denunciado também não apresentou contrato com os quatro clubes (de duas cidades do Paraná e uma de Santa Catarina) que dizia representar – procurados pelo Ministério Público, todas as instituições negaram manter vínculos com ele.

Ainda segundo a denúncia, o homem “mantinha as vítimas em condição de submissão, valendo-se da força de trabalho do que seriam atletas em formação, mediante rotinas de ‘treinamentos’ (leigos), testes e viagens, de acordo com seus interesses”.

Cabe recurso da decisão. O réu está preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade.





Fonte: Banda B