No banco do júri, mulher diz que não aguentava mais violência e que sabia que ex poderia ser morto

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Sentada no banco do júri de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, a ré Andreia Carla Kotovski, de 30 anos, admitiu o envolvimento na morte do ex-marido Edivaldo Dias, de 38. Durante interrogatório ocorrido na manhã desta quarta-feira (7), ela afirmou que estava cansada de sofrer ameaças e atos de violência por parte da vítima e que sabia o que poderia ocorrer quando ligou para Edivaldo e o chamou para ir até sua casa.

Andreia é julgada pelo crime (Reprodução)

“O relacionamento que tive com o Edivaldo durou seis meses e foi super conturbado. Após isso, por um ano e meio, passei por diversas agressões, ameaças e perseguições. Por diversas vezes, registrei boletim de ocorrência, mas em outras eu tinha medo. Chegou um momento em que ele foi preso e foram os únicos 41 dias em que ele me deixou em paz. Mas, nos demais períodos, ele invadiu minha casa, me violentou sexualmente e tive que colocar cerca elétrica para ele não entrar”, justificou.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Andreia e Gean Carlos Froggel desferiram vários golpes “com um instrumento perfurocortante” contra Edivaldo, com a intenção de mata-lo. “Os denunciados valeram-se de emboscada, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, pois, no dia 13/10/2018, em horário não precisado nos autos, entre 04:00 (quatro horas) e 05:00 (cinco horas), a denunciada ANDRÉIA CARLA KOTOVISKI, em acordo prévio com o denunciado GEAN CARLOS FROGGEL, valendo-se aquela da condição de ex-companheira da vítima, ligou no telefone celular desta e, dissimulando sua intenção homicida, disse para a vítima que estava com defeito em seu veículo e que precisava que a vítima a ajudasse e ainda insinuou para a vítima eventual possibilidade de prática de relação sexual entre os dois, tendo a vítima saído para se encontrar com ajudar a denunciada e, no momento em que estava desprevenida, acabou por ser morta pelos denunciado”, diz o MP-PR.

No júri, Andreia negou a informação da quebra do veículo e disse que chamou Edivaldo para “resolver a situação”, já que estava diante de mais ameaças. “Eu tinha acabado de voltar da balada, estava bêbada e o Gean estava comigo. Liguei para o Edvaldo porque queria acabar com aquilo. Eu estava no quarto quando tudo aconteceu e ouvi os dois entrarem em luta corporal, foi quando o homicídio ocorreu”, disse.

Andreia ainda admitiu que sabia o que poderia ocorrer quando ligou para Edivaldo.

Confissão

Gean também confirmou ser o responsável pelo crime. Segundo ele, a ligação realmente tinha o objetivo de acabar com as ameaças. “A Andreia ligou para ele vir conversar comigo e ele [Edivaldo] resolveu aparecer. Logo quando ele apareceu, eu já fui para cima e dei umas facadas, já que tinha feito ameaças contra mim. É muito difícil eu falar sobre isso, já que deu no que deu. Eu não queria ter feito, mas infelizmente fiz”, afirmou.

Andreia e Gean respondem por homicídio qualificado duplamente qualificado por meio cruel e emboscada.

O caso

Edivaldo foi morto após ser chamado para a casa de Andreia (Reprodução)

O corpo de Edivaldo foi encontrado no dia 16 de outubro, três dias após o crime. No dia 17, a cabeça da vítima foi encontrada em outro lugar. Andreia Carla Kotovski foi presa em Rio do Sul (SC) por policiais civis da Delegacia de Almirante Tamandaré.

Durante a prisão, Andreia teria oferecido R$ 10 mil para não ser presa pela equipe policial, motivo que foi autuada em flagrante pelo crime de corrupção ativa.



Fonte: Banda B

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