Multidão acompanha sepultamento do vereador Sandro do Sindicato, assassinado em Caxias

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Uma multidão acompanha o cortejo do corpo do vereador Alexsandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato (Solidariedade), na manhã desta quinta-feira. O parlamentar, de 42 anos, foi assassinado na manhã de ontem por tiros de fuzil quando dirigia uma van no bairro Pilar. Centenas de pessoas caminham acompanhando o corpo até o Cemitério Nossa Senhora do Pilar, onde será enterrado. O velório foi realizado desde as 6h na Igreja Ministério Apostólico Adonai, no bairro Pilar, congregação que ele frequentava.

Um carro de som do sindicato da construção civil do qual o vereador era diretor-geral, acompanha o cortejo com músicas evangélicas. Com camisas personalizadas com a foto de Sandro e a frase “Quem aceita o mal sem prosperar coopera com ele”, as centenas de pessoas cantam em conjunto enquanto caminham.

O corpo chegou ao cemitério às 9h50, sob aplausos das pessoas que o acompanham.

A Guarda Municipal acompanha o cortejo orientando o trânsito.

Sandro do Sindicato foi morto a tiros em Duque de Caxias, onde era vereador Foto: TV Câmara / Reprodução

Sonho de ser vereador

Alexsandro tinha 42 anos e estava no primeiro mandato, depois de tentar três vezes uma vaga na Câmara da cidade. Diretor do SITICOMMM-Caxias (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de Duque de Caxias), ele transportou a atuação junto à categoria para o nome de urna: Sandro do Sindicato.

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A alcunha rendeu 3.247 votos nas eleições de 2020, o suficiente para que ele se elegesse pelo quociente eleitoral. Mais de dois terços da votação vieram da zona eleitoral de bairros como Vila Rosario, Parque Fluminense e Pilar, o mesmo onde ele acabou assassinado.

De acordo com o presidente da Câmara, Celso do Alba, Sandro vinha relatando, antes das sessões, “algum desconforto em relação à segurança”. Parentes do parlamentar, contudo, afirmam que ele não compartilhou nenhum tipo de ameaça ou temor com a família.

— Ele sempre desejou ser vereador, e as pessoas no bairro achavam que ele não teria condições. Primeiro pela cor da pele, pela condição financeira. Ele realizou o sonho dele. Acredito que morreu feliz — conta Marcos Silva Faria, de 39 anos, irmão do vereador.

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Sandro, que era evangélico, vinha cogitando deixar as atividades políticas e sindicais para dedicar-se à Igreja Ministério Apostólico Adonay. O legado nos dois campos ficaria para o filho, Alexsandro Júnior, de 26 anos:

— Uma semana atrás, ele me mandou mensagem perguntando: “Filho, você está preparado para ficar no meu lugar?” — lembra o primogênito do vereador.

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O parlamentar era casado e deixou seis filhos. Na Câmara, ele foi substituído pelo suplente Alex Freitas (Solidariedade)



Fonte: Fonte: Jornal Extra