Mulher morta a facadas em Curitiba pode ter sofrido violência sexual, diz polícia

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A mulher de 35 anos, morta a golpes de faca na madrugada desta terça-feira (13), no bairro Tatuquara, em Curitiba, pode ter sofrido violência sexual antes do homicídio. A possibilidade levantada pela Polícia Civil está ligada ao fato da vítima ter sido encontrada nua na cena do crime.

“A princípio, ela tomou nove facadas por todo o corpo. A vítima estava nua, então pode ser que tenha havido uma relação sexual forçada com essa vítima. Isso tudo será periciado. A gente aguarda o resultado do DNA e do IML (Instituto Médico Legal)”, comentou a delegada Camila Ceconello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), à Banda B.

Vizinhos escutaram gritos durante a madrugada. Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

A DHPP também descartou a suspeita sobre o marido após analisar imagens e fazer diligências no local do crime. Ele chegou a ser detido pela Polícia Militar (PM), após ir ao local para ver o corpo da mulher, junto de amigos.

Moradores do bairro alegavam que ele e a vítima tinham constantes brigas e ambos estavam morando na rua.

“Assim que chegamos, o companheiro estava no local junto com a PM, mas nós fizemos algumas análises de imagens e algumas diligências, e não ficou comprovado nem demonstrado que foi o companheiro que praticou este ato”, explicou a delegada.

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Após tirar as suspeitas sobre o companheiro da vítima, Ceconello pontuou que as investigações direcionaram para outras pessoas. A delegada acredita que a mulher pode ter sido vítima de uma dupla que também frequentava a região e podem ser usuários de drogas.

“Duas pessoas chegaram perto dessa vítima e, nesse momento, foi que houve o homicídio. Em seguida, ambos abandonaram o local (…) frequentado por usuários de drogas. Então, na cena do crime nós vimos muitas movimentações”, revelou a investigadora.

Agora, a DHPP procura identificar a dupla, seja por nome, apelido ou imagens, para fazer comparações com resultados obtidos das investigações que já foram feitas até o momento. Ceconello ressalta a importância das denúncias feitas pela população e pede a colaboração de moradores do bairro.

“A gente pede que a população, que ouve situações ali nas redondezas, que denuncie o que está ouvindo falar a respeito desse crime. As denuncias são todas anônimas por meio do nosso canal de denúncias pelo 0800 643 1121. Essas denuncias nos ajudam a chegar aos autores do crime”, concluiu a delegada à Banda B.





Fonte: Banda B