MPF investiga denúncia de racismo em abordagem de segurança no Aeroporto Santos Dumont

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar as inspeções de segurança no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. A investigação começou após a denúncia de um passageiro, que relatou ter sido vítima de racismo e de uma abordagem truculenta por parte dos agentes de segurança do terminal.

O caso ocorreu na fila de acesso aos portões de embarque, perto do portão 11. De acordo com o relato, um funcionário do Aeroporto Santos Dumont o retirou do local de forma intimidadora antes mesmo que ele passasse pelo detector de metais ou pelo raio-X. O passageiro afirma que era a única pessoa negra naquele espaço.

O autor da denúncia disse que não houve recusa em cumprir as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ou qualquer atitude que explicasse o tratamento.

A denúncia aponta ainda que, devido ao abalo psicológico pela exposição pública, a vítima pediu que a revista ocorresse em uma sala reservada e com o acompanhamento de um policial federal. Os agentes privados negaram ambos os pedidos e, segundo o relato, a postura dos funcionários mudou apenas quando o passageiro se identificou profissionalmente como servidor público.

PF tem dez dias para explicar abordagens no Aeroporto Santos Dumont

Por conta da denúncia, o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão enviou um ofício à Polícia Federal, que é responsável pela supervisão dos Agentes de Proteção de Aviação Civil.

A PF tem dez dias para esclarecer quais são os protocolos de abordagem adotados no aeroporto e enviar as filmagens das câmeras de segurança da área. A corporação também precisa informar quais medidas adotar para evitar tratamentos discriminatórios no aeroporto e relatar as providências que tomou para a apuração do caso denunciado.

O MPF também encaminhou o caso para a sua área criminal para analisar a responsabilidade no episódio específico.

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