MP-PR denuncia ex-marido e mais três pela morte de gerente da Caixa em Curitiba

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra o ex-marido Antônio Henrique dos Santos e mais três pessoas por envolvimento na morte da gerente da Caixa Econômica Federal (CEF), Tatiana Lorenzetti. Os quatro vão responder por feminicídio qualificado por motivo torpe, pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, praticado no âmbito doméstico e familiar, em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Foto: Reprodução/Facebook

Na denúncia, a promotora Roberta Franco Massa ainda pede a manutenção da prisão de todos os envolvidos. “A gravidade da conduta e a clara periculosidade dos investigados assumem tamanha monta quando apontado que o delito foi praticado em via pública, à luz do dia, tudo em troca de dinheiro! A frieza de todos os denunciados, ao valorarem a vida humana de maneira tão vil e mesquinha, demonstra que não podem e não devem estarem soltos, convivendo com pessoas como a vítima: mulher, mãe, trabalhadora, morta em pleno horário de almoço, em troca de uma promessa de R$25.000,00”, justifica.

A promotora ainda destaca a especial atuação de Antônio. “Além disso, conforme relatado por THALES, o acusado ANTONIO continua coagindo os demais co-autores a mudarem seus depoimentos de modo a livrá-lo da responsabilidade penal. E veja, Excelência, ANTONIO É O MAIS PERVERSO DE TODOS OS DENUNCIADOS, POIS É ELE QUE TEM UMA FILHA COM A VÍTIMA, E NEM ISSO O IMPEDIU DE EXECUTÁ-LA DE MANEIRA TÃO CRUEL! Logo, a manutenção da prisão dos acusados é medida que se impõe a fim de se garantir a instrução criminal livre de interferências e coações”.

Além de Antônio, foram denunciados Moisés Gonçalves, Thales Serafim, André Luiz Correia Barboza. O quinto envolvido no crime, Jonathan Alves da Silva, morreu em confronto no dia do crime.

Defesas

Marcelo Fraga, advogado de defesa de Antonio Henrique dos Santos, afirmou que está analisando o caso.

Cláudio Dalledone Jr, que responde pela defesa de Thales e André, informou que os fatos serão apurados judicialmente e a “versão eleita pela delegada será contestada integralmente”.

Já Igor José Ogar, que atua na defesa de Moisés Gonçalves, informou que discorda “veementemente” de todos os termos do relatório produzido pela delegada responsável, uma vez que o acusado Moisés não teve nenhuma participação direta e efetiva no crime, uma vez que antes mesmo da existência de qualquer ato de execução do crime já não mais sabia ou participava de nenhuma forma da sanha criminosa dos outros envolvidos.

Crime

Tatiana Lorenzetti era gerente da Caixa Econômica Federal (CEF) e foi baleada na cabeça depois de entregar a bolsa para um suspeito, que mesmo sem reação da vítima atirou. O crime aconteceu no dia 28 de dezembro de 2020, quando a mulher saía do banco, na Rua Desembargador Ernani Guaritá Cartaxo, no bairro Capão Raso, em Curitiba.

No local, familiares levantaram a hipótese de um crime passional, tendo em vista a medida protetiva que a gerente tinha contra o ex-marido, Antônio Henrique dos Santos, o Tonhão.

Segundo transcrição telefônica obtida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), e compartilhada com a Delegacia da Mulher, Santos teria encomendado a morte de Tatiana. Para o MP-PR, a troca de mensagens demonstra a “clara intenção” de matar Tatiana para obter a guarda da filha e se tornar controlador de uma possível indenização que a menor é beneficiária, decorrente de seguro de vida.

Tonhão foi preso em flagrante pelo crime, junto com outras três pessoas suspeitas de envolvimento no caso. Ele é ex-atleta da Seleção Brasileira de Luta Olímpica e chegou a disputar o Mundial do Uzbequistão em 2014.



Fonte: Banda B

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