“Minha esposa não teve segunda chance”, diz viúvo de Rosaira

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O viúvo da copeira Rosaira Miranda da Silva, Francisco Leite, deu entrevista à Banda B antes do julgamento da ex-policial civil Kátia das Graças Belo e pediu justiça, na tarde desta quinta-feira (26). Começou no início da tarde o júri de Kátia e familiares da copeira Rosaira Miranda da Silva protestaram na frente do Tribunal do Júri, no Centro Cívico, em Curitiba. A sessão foi suspensa por uma hora e voltou às 14h41.

Rosaira foi atingida por um disparo feito por Kátia.
Foto: reprodução.

Francisco Leite falou à Banda B que quer que a ex-policial seja condenada e que não tenha uma segunda chance.

“Eu espero justiça. Que hoje o jurado, juiz os promotores façam um bom plenário. O lugar dela é na cadeia, minha esposa não teve segunda chance. Esperamos que ela pague pelo erro que fez, esperamos uma boa pena”, disse.

A vítima foi morta durante uma festa de confraternização, ocorrida no fim do ano de 2016. A ex-policial é ré confessa. Seis anos depois da morte da esposa, o marido disse que a expectativa é grande.

“Seis anos de espera, muita dor e sofrimento, só resta saudades. Deixou um filho de 14 anos. Perdi minha mãe há seis meses. Esperamos que o jurado seja de 7 a 0″, afirmou. Não há dúvida, ela é uma assassina fria e calculista. Fez o que fez e tentou enganar todo mundo, o delegado. Foi trabalhar normalmente, não tem compaixão pelo ser humano”, completou.

Andreia Gisele, amiga da copeira, lembrou que Rosaira será lembrada pra sempre como uma ótima mãe. “A mãe maravilhosa que ela foi e a amiga maravilhosa que ela foi. Relembrar isso hoje dói. Foi injustamente, ele estava se divertindo e a vida dela foi tirada naquele momento”, disse.

Advogados

De acordo com o advogado da família de Rosaira, Edson Luiz Facchi Junior, a assistência de acusação está muito tranquila com o ato. “A expectativa é para o desfecho único, em nossa visão, que é a condenação da ex-policial pelo crime brutal que cometeu naquele fatídico 23 de dezembro”, comentou.

Ao todo, 11 testemunhas devem ser ouvidas ao longo do júri, o que pode adiar a finalização para sexta-feira (27).

O advogado de Kátia, Peter Amaro de Sousa, diz que a expectativa é de que ela seja responsabilizada na medida do que fez. “Nós somos solidários com a dor da família, mas não queremos que seja feito um linchamento com a Kátia. Queremos um julgamento justo, correto e sem emoções. Que tudo se resolva, seja qual for a decisão, e que pelo menos haja uma paz no coração de todo mundo”, disse.



Fonte: Banda B